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terça-feira, junho 18, 2024
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    Polícia Civil e Cidasc realizam operação para reprimir ingresso irregular e abate clandestino de animais em SC

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    Em conjunto com a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), a Polícia Civil de Santa Catarina, por meio do Centro Estadual de Combate aos Crimes Contra o Agronegócio (CAOAGRO/PCSC), deflagrou a operação “Boi nos Aires”, nos dias 03, 04 e 05 de agosto. O objetivo foi reprimir o ingresso irregular de bovinos no território catarinense, bem como combater o abate clandestino de animais, visando à manutenção das certificações sanitárias conquistadas e a proteção da saúde da população.

    Durante a operação, 30 propriedades rurais foram fiscalizadas no Extremo Oeste de Santa Catarina e também 10 barreiras móveis de fiscalização de trânsito agropecuário foram realizadas. A operação ocorreu nos municípios de Dionísio Cerqueira, Descanso, Belmonte, Guarujá do Sul, Princesa Itapiranga, São José do Cedro, Barra Bonita, Guaraciaba, Palma Sola e Iporã do Oeste.

    No total, foram apreendidos 24 bovinos em situação irregular, um abatedouro clandestino foi fechado e um homem foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. Ainda, foram apreendidos pescados, milho a granel, couro bovino e óleo diesel sem comprovação de origem, bem como aplicadas diversas sanções administrativas. Participaram da operação 50 policiais civis do CAOAGRO/PCSC, das Delegacias Regionais de Polícia de São Miguel do Oeste, Maravilha, São Lourenço do Oeste e da operação “Hórus”, além de 20 médicos veterinários da Cidasc.

    Para o médico veterinário Mateus D. Girardello, coordenador da operação e responsável pela UVL de São Jose do Cedro da Cidasc, “o trânsito irregular de animais e seus produtos se configura em uma das mais perigosas maneiras de disseminação de doenças que podem colocar em risco a sanidade dos rebanhos catarinenses, a economia do Estado e a saúde da população”. Segundo Girardello, a história da febre aftosa nos mostra que o retorno da doença em áreas declaradas livres esteve relacionado com o trânsito irregular de animais, possivelmente de fora do país, reforçando a necessidade da constante vigilância de nossas fronteiras internacionais para manutenção do status de área livre de febre aftosa sem vacinação que há 15 anos já somos detentores.

    De acordo com o delegado de polícia Fernando Callfass, coordenador estadual do CAOAGRO/PCSC, a “união de esforços entre a Polícia Civil e a CIDASC tem por objetivo ampliar as ações de defesa agropecuária no Estado na proteção da sanidade animal e vegetal, bem como evitar a ocorrência de crimes contra o agronegócio”. Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Flávio Ghizoni Júnior, operações conjuntas como essa demonstram a importância da ação especializada da Polícia Civil na atuação frente aos crimes contra o agronegócio e em prol da sociedade catarinense.

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