Operações diurnas e noturnas atendem denúncias, orientam pescadores e combatem práticas que ameaçam a fauna marinha
Com a chegada do período mais aguardado pelos pescadores artesanais do litoral catarinense, a Fundação Ambiental Área Costeira de Itapema (FAACI) intensificou as ações de fiscalização para garantir o cumprimento das regras que regem a safra da tainha. As operações vêm sendo realizadas em diferentes horários, incluindo períodos noturnos, para coibir irregularidades e proteger os recursos marinhos da região.
Durante a semana, equipes da fundação atenderam diversas denúncias relacionadas à instalação de redes em áreas proibidas e ao uso de equipamentos em desacordo com a legislação ambiental e pesqueira vigente. As ações ocorreram em pontos estratégicos do litoral itapemense e envolveram vistorias, orientações aos pescadores e monitoramento das áreas mais sensíveis durante a temporada.
Segundo a FAACI, além do trabalho educativo, as equipes também realizaram apreensões de materiais considerados irregulares. Entre os problemas identificados estavam redes de diferentes modalidades de pesca e malhas incompatíveis com as normas estabelecidas para o período da safra, o que pode comprometer o equilíbrio ambiental e afetar diretamente outras espécies marinhas.
O biólogo da fundação, Rodrigo Bicudo, explica que muitas dessas redes representam um perigo permanente para o ecossistema. Mesmo quando abandonadas ou perdidas no mar, elas continuam capturando peixes, tartarugas, aves e outros animais, fenômeno conhecido como “pesca fantasma”, considerado um dos principais impactos ambientais causados pela atividade pesqueira irregular.
Além da fiscalização, a fundação tem reforçado ações de conscientização junto aos pescadores, destacando a importância do respeito às regras que garantem a sustentabilidade da pesca da tainha, patrimônio cultural e econômico das comunidades litorâneas catarinenses.
A FAACI também orienta a população a colaborar com o trabalho de fiscalização, comunicando situações suspeitas ou irregularidades observadas nas praias. As denúncias podem ser feitas presencialmente na sede da fundação ou por meio dos canais oficiais de atendimento.










