Proposta do vereador Yagan Dadam busca instalar pontos de descarte na orla, incentivar o reaproveitamento da fibra em diversos setores industriais e gerar emprego e renda na Costa Esmeralda
A preservação ambiental e a economia circular voltaram a ser pauta no Poder Legislativo de Itapema. Durante a 28ª Sessão Ordinária, realizada na última terça-feira (08), os vereadores aprovaram o Projeto de Lei nº 398/2025, de autoria do vereador Yagan Dadam (PL), que institui o Programa Municipal de Reciclagem do Coco Verde. A matéria segue agora para a apreciação do Poder Executivo para sanção.
A iniciativa propõe transformar o destino das cascas de coco descartadas na orla marítima, especialmente durante a alta temporada de verão, evitando que o resíduo seja depositado em lixeiras comuns ou aterros sanitários. O objetivo central do projeto é recolher e processar esse material para que sirva de matéria-prima em diferentes segmentos industriais.
Para operacionalizar a coleta, a proposta sugere a instalação de pontos específicos para o descarte correto do coco verde ao longo das praias, além da realização de campanhas educativas e do incentivo à participação de cooperativas, associações e pequenas empresas no processo de reciclagem.
Sustentabilidade, saúde pública e geração de renda
A matéria-prima extraída do coco reciclado possui ampla aplicação no mercado. O projeto incentiva o reaproveitamento das fibras industriais em setores como construção civil, automobilístico, têxtil, utilidades domésticas e decoração, aliando a conservação ambiental à criação de novas oportunidades de trabalho e renda para o município.
O autor do projeto alerta que o descarte inadequado das cascas representa um desafio para o meio ambiente e para a saúde pública. Quando acumuladas em terrenos ou vias públicas, as cascas retêm água da chuva e favorecem a proliferação de insetos transmissores de doenças. Além disso, a lenta decomposição do material gera odores indesejados e ocupa volume significativo nos aterros sanitários, reduzindo sua vida útil.
Caso seja sancionada pela Prefeitura, a proposta passará a vigorar como Lei Municipal, estabelecendo diretrizes para a gestão sustentável desse resíduo na orla de Itapema.











