Aquecendo lares com solidariedade

395
Compartilhar

Aquecendo lares com solidariedade

Já imaginou que aquela caixinha de leite ou de suco pode fazer a diferença em lares mais humildes? Em Itapema, um projeto usa caixas treta pak para revestir casas e aquecer quem precisa. Ao invés de irem para o lixo, elas são higienizadas e reutilizadas para aquecer lares na periferia da cidade.

Da redação

Ao invés de irem para o lixo, caixas de leite, de sucos ou de iogurtes, poderão ir parar nas paredes de madeira de casas mais humildes. Um projeto maravilhoso chamado de “Itapema e região sem frestas”, tem a intenção de aquecer lares de madeiras. O pessoal do projeto recolhe caixas de leite e suco. As caixas devem estar limpas para evitar mal cheiro, mofo e larvas. Aqui em Itapema, o contato é com a Indianara Prestes Gava (47) 9 9236-2354. Endereço: Rua 270, número 318 apto 101 Meia Praia

Sobre o projeto

O projeto Brasil sem Frestas nasceu em setembro de 2009 em Passo Fundo no Rio Grande do Sul, a partir de uma preocupação da química Maria Luisa Camozzato. Em uma noite chuvosa e de muita tempestade, Maria Luisa preocupou-se com a situação das famílias em vulnerabilidade social. Em Passo Fundo, assim como em diversas outras cidades, inúmeras famílias não possuem condições nem mesmo de comprar a cesta básica para se alimentarem, que dirá comprar material para reformarem suas casas. Até então, essas famílias dependiam do poder público e de doações da comunidade para tornarem seus lares mais confortáveis, um processo lento.

Maria Luísa se deu conta do risco que essas famílias corriam, ao conviverem diariamente com o frio e a umidade em seus lares. Naquela noite o sono da química foi substituído pela preocupação em encontrar uma solução à curto prazo que mudasse a realidade dessas pessoas. Ainda naquela noite, ela encontrou a solução: conhecedora do efeito de isolante térmico das embalagens tetra pak, Maria achou nas embalagens a possibilidade de melhorar a condição de moradia de pessoas que têm suas casas forradas de frestas e buracos.

A solução já tinha sido encontrada, porém sozinha, Maria Luísa, sabia que não daria conta. Era preciso de pessoas que ajudasse a arrecadas as caixas, cortar, colar e aplicar. Um grupo foi montado com a participação de voluntários que se engajaram na ideia da química e partiram para os primeiros testes. Estava criado, e já batizado, o “Brasil sem Frestas”.

O grupo do “Brasil sem frestas” faz o trabalho de confecção e aplicação das chapas térmicas de caixas de leite com três objetivos: melhorar a saúde pública, retirar do meio ambiente um produto de alta durabilidade e fazer reciclagem direta. E a principal meta é levar saúde para as pessoas por meio do aumento do conforto térmico. O projeto visa o conforto, pois reveste termicamente as paredes com frestas, para evitar a entrada de frio, chuva e calor.

Prêmios

O projeto Brasil sem Frestas recebeu o segundo lugar na categoria Iniciativa de Mobilização no Green Project Awards Brasil 2013 com a candidatura “Reciclagem de Embalagens Tetra Pak”.