Arroz, trigo e óleo disparam nos supermercados

177
Compartilhar

Consumidor

 

Em plena pandemia do novo coronavírus, alimentos essenciais ficam mais caros nas prateleiras. Em Itapema, consumidores relatam que o aumento vai desde produtos básicos, como arroz, feijão e trigo, até itens de limpeza.

 

Cleyton Amaral

 

Está cada vez mais difícil para dona de casa enfrentar a pandemia e o isolamento social. Com a criançada em casa, sem aula, o trabalho que já era dobrado acabou quadriplicando. Imagina agora, ter que fazer um verdadeiro malabarismo para pôr comida na mesa. Alguns itens que compõe a cesta básica tiveram um aumento significativo nas prateleiras dos supermercados de Itapema, assim como no resto do país.

Nossa reportagem visitou na tarde de ontem, dia 02, quatro supermercados da cidade, em diferentes bairros, para conferir os preços que podem variar muito de um estabelecimento a outro. Segundo a funcionária pública Ursula Menezes, 35 anos, os preços têm aumentado desde o começo da pandemia, mas nas últimas duas semanas as alterações nos valores estão maiores. “Aumentaram bastante o arroz e o trigo, produtos essenciais da cesta básica. Tem lugar aqui no meu bairro em que o arroz de 5kg custava até uns R$ 14 e agora está custando R$ 25”, disse.

Na casa da empregada doméstica Maria de Fátima da Silva, 54 anos, a opção foi trocar o local onde fazia as compras. “No supermercado mais próximo à minha casa, o óleo, que era R$ 2,95, passou para R$ 6 e pouco. Troquei de mercado, que também está subindo os preços, mas, ainda sim, compensa mais do que o anterior”.

 

Os motivos

Os preços das principais commodities agrícolas do Brasil, como soja, milho, café, leite e boi, estão atingidos patamares recordes, com o câmbio e a forte demanda puxando esta alta. Os preços de trigo e arroz estão subindo acentuadamente nos mercados internacionais, após a pandemia de coronavírus ter levado consumidores a estocar produtos como massas, arroz e pão. Problemas na cadeia de suprimentos e restrições à exportação por alguns países também estão contribuindo para essa alta. Dificuldades para movimentar grãos dentro de países ou através de fronteiras, combinadas com o pânico de consumidores, podem exacerbar o impacto da pandemia sobre o mercado global de alimentos. Apesar do aumento dos valores, os supermercadistas dizem que o problema vem da distribuição de mercadorias.

Fiscalização

Nossa reportagem entrou em contato com a prefeitura de Itapema, para verificar se o Procon municipal está ciente destas altas, mas até o fechamento desta edição, não havíamos recebido um retorno.

 

 

Supermercados visitados

 

Bairro Centro

Arroz 5kg – R$ 21,90 a R$ 24,70

Óleo de soja – R$ 5,45

Farinha de Trigo – R$ 17,85

 

Bairro Morretes

Arroz 5kg – R$ 15,99 a R$ 26,30

Óleo de soja – R$ 6,49

Farinha de Trigo – R$ 12,75 a R$ 14,79

 

Atacadista*

Arroz 5kg – R$ 16,90 a R$ 22,90

Óleo de soja – R$ 5,25 a R$ 6,49 (limitado a 40 unidades por clientes)

Farinha de Trigo – R$ 9,99 a R$ 13,50

 

Tabuleiro das Oliveiras

Arroz 5kg – R$ 14,99 a R$ 23,75

Óleo de soja – R$ 4,99

Farinha de Trigo – R$ 11,99 a R$ 14,72

 

*Os preços foram pesquisados na tarde de ontem, dia 02, podendo sofrer alteração conforme os estabelecimentos.

 

Fala, Povo

Cleo Ander – Chama Procon da cidade, tem gente que não ganha tudo isso para poder sustentar sua família, fazem isso porque sabem que o ser humano e obrigado a comer.

Antonio Rudimar da Silva – Verdade cada vez mais aumentando as redes de Mercado. Também roubando o consumidor na cara dura assim só pode cada vês ser mais e mais ricos.

Ricardo Henrique – Basta meter multa se continua assim. A verdade que o Brasil está abandonado e os oportunistas fazem o que querem. O presidente patriota e outro que não tem feito muito sobre essa bandidagem que fazem o querem etc.

Marilena Lana – Que disparate. Querem fazer de tudo para derrubar o presidente. Quem manda nos preços é o empresário. Ele não pensa em pandemias desempregados. Eles lucraram com está pandemia.

Luis Eduardo – O preço dos insumos para o produtor está subindo a meses e agora está refletindo no preço final. Não é culpa do supermercado em si, mas sim de toda a cadeia produtiva.