Coluna DR. Sullivan George Savaris

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  Doença de Dupuytren

 

A Doença de Dupuytren, contratura de Dupuytren ou fibromatose palmar como também é conhecida, caracteriza-se pela contratura da fáscia palmar, curvando os dedos como se estivessem fechados e impossibilitados de esticar.

Normalmente a doença se apresenta por pequenos nódulos na palma da mão localizados próximos à base dos dedos, não causam dor inicialmente, mas gera uma irregularidade na pele, com o passar do tempo o número de nódulos aumenta e podem ir se juntando uns aos outros formando um cordão fibroso que podem ir da palma da mão até o dedo (pode ocorrer em qualquer dedo e mais de um dedo). Esse cordão vai engrossando e encurtando deixando cada vez mais o dedo curvado (fechado) e impossibilitado de esticar novamente, diminuindo assim a função motora da mão e dedos afetados.

A doença pode afetar as duas mãos em proporções diferentes, é predominante em homens, mas também pode ocorrer nas mulheres. Geralmente inicia-se após os 40 anos de idade, existe um fator genético de herança hereditaria. Essa doença é piorada pelo diabetes e também pelo tabagismo.

O diagnóstico é realizado pelo médico especialista em mão, através do exame físico que apresenta os sintomas clássicos da doença e através da ultrassonografia para se estudar a fase em que se encontra a doença.

Na fase inicial da doença o tratamento é conservador, com massagem manual e acompanhamento regular com Cirurgião da Mão, sendo necessário aguardar a progressão natural da doença.É possível realizar sessões de fisioterapia para melhora da função motora.

Nas fases avançadas da doença (quando o paciente já não consegue mais esticar o dedo) o tratamento é cirúrgico e consiste na retirada das cordas formadas pelos nódulos. Após a cirurgia pode ser utilizado imobilizações com talas, uso de pinos para bloquear e posicionar as articulações e a realização de sessões de fisioterapia e terapia ocupacional para reabilitação.