Coluna Dr. Sullivan George Savaris

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SINDACTILIA

A sindactilia é um termo utilizado para descrever a situação de um ou mais
dedos, das mãos ou dos pés, que nascem “grudados”. Esta alteração pode ser
provocada por alterações genéticas e hereditárias, que ocorrem durante o
desenvolvimento do bebê na gravidez e, muitas vezes, está associada ao
aparecimento de outras síndromes.
A sindactilia pode ser classificada em vários tipos, dependendo de quais
dedos estão grudados e da gravidade da junção destes dedos. Esta alteração pode
aparecer nas duas mãos ou nos pés. Desta forma, os tipos de sindactilia são:
● Incompleta: ocorre quando a união não se estende até a ponta dos
dedos;
● Completa: aparece quando a junção se estende até a ponta dos dedos;
● Simples: é quando os dedos estão unidos apenas pela pele;
● Complexa: acontece quando os ossos dos dedos também estão unidos;
● Complicada: surge por causa de síndromes genéticas e quando tem
deformidades ósseas.
Também existe um tipo muito raro de sindactilia que chama-se
acrossindactilia ou sindactilia fenestrada, que acontece quando existe um buraco na
pele grudada entre os dedos.
Como a mão é uma parte importante para realização de atividades
cotidianas, dependendo do tipo da alteração, a movimentação dos dedos pode ficar
prejudicada.
Em grande maioria o diagnóstico é realizado após o nascimento, neste
primeiro momento geralmente o pediatra avalia se a sindactilia está associada a
alguma síndrome, e caso não seja este o motivo solicita a radiografia e encaminha o
bebê ao especialista de mão.
O tratamento da sindactilia é realizado pelo especialista, depende do tipo e
da gravidade da alteração. Pode ser desde tratamento conservador (não cirúrgico) a
tratamento cirúrgico para separar os dedos, que deve ser feita após o bebê
completar doze meses, pois é a idade mais segura para anestesia. No entanto, se a
junção dos dedos for grave e afetar os ossos, o médico poderá indicar a cirurgia
antes do décimo mês de vida (sempre visando o melhor para o bebê e minimizando
os riscos).
Após a cirurgia, será necessário o uso de tala para reduzir a movimentação
da mão ou do pé em que foi operado, auxiliando na cicatrização e impedindo que os
pontos se soltem. Em um segundo momento pode ser necessário a realização de
fisioterapia.