Coluna Helle Borges 27/02/2019

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Contagem regressiva

A Venezuela vive sua maior crise política desde a década de 80 do século passado. Nesse momento a situação é caótica. O Governo de Nicolas Maduro perde a cada dia respaldo popular e se apoia em um programa partidário assistencialista e com traços populistas que beiram a ingenuidade dos marxistas do século XIX. Cerca de 70% da população venezuelana deseja a saída de Maduro e reconhece no governo paralelo de Juan Guaidó uma alternativa plausível para reestabelecer a ordem democrática do pais e com apoio de países como Estados Unidos, Brasil e Colômbia recuperar sua economia e sua credibilidade internacional. Maduro recusa a ajuda humanitária de 300 toneladas porque não aceita o que chama de intervenção direta do capitalismo internacional. O pedido de ajuda humanitária partiu da oposição. Maduro buscou no fechamento das fronteiras com a Colômbia e com o Brasil se apoiar na antiga falácia da defesa da Soberania nacional, ideia que só se apoia no discurso pobre de Gleise Hoffmann e do Partido dos Trabalhadores. Não há dúvida que seu governo respira por aparelhos e ele em breve será apenas uma triste página da história venezuelana. Por hora, está descartada uma ação militar e o estrangulamento econômico e as denuncias internacionais deverão ser os caminhos que levarão a Venezuela à uma transição democrática.

Presídio federal
Está cada vez mais próxima a transferência do ex Presidente Luiz Inácio Lula da Silva para um presídio federal. A Juíza de custódia Carolina Lebbos já tem sobre sua mesa relatório da Polícia Federal com os custos mensais da prisão de Lula na sede em Curitiba. A execução de sua pena tem custado algo em torno de 300 mil reais por mês, valores considerados absurdos, mesmo para a figura de um ex presidente. Nos próximos dias a Polícia Federal pretende entregar outro relatório sobre as dificuldades com rotina, visitação de advogados, parentes e amigos que tem tornado extenuante a o dia a dia dos agentes da unidade. Lebbos já articula com seus pares as possibilidades para transferência. Papuda em Brasília e Presidente Prudente no interior de São Paulo parecem as opções mais viáveis nesse momento. A defesa deverá contestar qualquer tentativa de transferência e alegará risco permanente a figura e a saúde do ex presidente, com idade já superior a 70 anos.

Cadê o dinheiro que estava aqui?
Em seus discursos públicos o Governador Carlos Moises tem exposto sua preocupação com as contas do Estado de Santa Catarina.
“As contas estão no vermelho” segundo análise de um membro do alto escalão. Novos investimentos e contratações estão por hora descartados. O Governo espera o fim do subsídio fiscal em mais de 80 produtos a partir de 01 de abril para reorganizar sua arrecadação. Os cortes continuam com a desativação das ADR´s, com a realocação de pessoal e com a análise detalhada das despesas de custeio. Estranha o fato da equipe de transição não ter se contemplado esse cenário. Trabalho dobrado nesse início de mandato.

E o governo Bolsonaro hein?
O governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) é avaliado como ótimo ou bom por 38,9% da população, aponta pesquisa do instituto MDA encomendada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) divulgada hoje em Brasília. Este é o primeiro levantamento do tipo realizado pelas entidades na gestão de Bolsonaro, que tomou posse em 1º de janeiro deste ano. Os que avaliaram o governo Bolsonaro como regular foram 29%, e os que o avaliaram como ruim ou péssimo foram 19%. Os números foram considerados bons pela equipe de governo que aposta nas ações dos 100 primeiros dias para aumentar os índices de satisfação popular. Também avaliam que os números poderiam ser melhores se não fossem a impopular reforma da previdência.

Já Bolsonaro
A pesquisa também mediu outros parâmetros nas entrevistas, como o desempenho individual do presidente Jair Bolsonaro, ministros, governadores e prefeitos, além de expectativas futuras. Avaliação pessoal do presidente Jair Bolsonaro é a seguinte, Aprovam: 57,5% / Desaprovam: 28,2% / Não sabe/não respondeu: 14,3%.

A conversa reservada entre Moro e o Presidente
Numa reunião no início da noite desta segunda-feira, o ministro da Justiça, Sergio Moro, apresentou ao presidente Jair Bolsonaro o resultado do segundo inquérito aberto pela Polícia Federal sobre o atentado cometido contra ele por Adélio Bispo Oliveira. Segundo autoridades envolvidas no caso, até o momento a PF não encontrou provas de envolvimento de terceiros no atentado a Bolsonaro. Adélio Bispo esfaqueou o então candidato à presidência da República em 6 de setembro do ano passado, em Juiz de Fora.
“É uma investigação ainda em andamento. Presidente é a vítima. Então, é interessado na investigação. Foi apresentado a ele o resultado da investigação até o momento. ” Disse o Ministro..