Coluna Paulo Nascimento 07/03/2019

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A Cruz no Morro da Calota

Todos cruzamos por uma cruz na beira da BR, cruzamos e já avistamos elas. Indicam que naquele lugar findou uma história. Vou contar a de uma mãe da subida do bairro Ilhota. Sua filha era uma moça bonita, inteligente e muito querida. Estudava no colégio velho no período da noite. Vinha à escola de bicicleta e a mãe a esperava de frente à calota, entrada de sua rua. Naquele dia, a filha tinha sorrido muito durante o dia e abraçado e beijado a mãe, mas que o normal. Na hora de sua saída, a avó teria dito filha: – não vai hoje a escola, fica aqui em casa. Mas a moça quis ir à aula. Era dez horas, a mãe mais e a tia esperavam na beira da estrada. Seguindo para onde poderiam ver a moça, subindo o morro na BR. De repente, ouviram um barulho abaixo e logo em seguida um carro passou por elas com o capo todo amassado. A estrada estava escura e após esperarem por muito tempo, a moça não vinha, resolveram descer e no caminho encontraram a menina, caída. Levaram para Itajaí, mas no caminho faleceu. Colocaram uma cruz bem no lado da BR, que por muito tempo ficou no lugar, nunca descobriram que atropelou a menina. A família colocara a cruz, mas eis que um morador novo do Ilhota, por maldade, cismou implicância com aquela cruz. Passado um tempo como o mesmo passava sozinho, no local a noite … com medo, retirava e atirava a cruz barranco abaixo, fez isto mais de trinta vezes. Até que na última foi interpelado pela mãe da menina, que, em casa, teve uma cisma com a cruz da filha, foi como se a filha lhe disse-se, ele está vindo retirar minha cruz, a mãe pegou o meliante no ato. Hoje a BR 101, duplicada, não tem mais a cruz.