Com a bacia quebrada e abandonado a própria sorte

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Omissão

Em plena pandemia do novo coronavírus, morador em situação de rua, dorme embaixo de marquise, na Meia Praia. Faltam medicamentos, falta acolhimento, falta assistência social com os mais necessitados em Itapema, e não é de hoje!

Cleyton Amaral

Partindo do pressuposto que moradores em situação de rua, muitas das vezes não têm documentos, como o título de eleitor, gestores públicos simplesmente ignoram a realidade bem embaixo do próprio nariz. Este é caso típico aqui de Itapema. Não é de hoje que denunciamos a total omissão por parte dos órgãos responsáveis.

Nossa reportagem recebeu a denúncia que um morador, em situação de rua, está largado a própria sorte na rua na Rua 276, entre a primeira e a segunda avenida, em Itapema. No local há alguns dias, ele queixa-se de dores fortes, pois está com a bacia quebrada depois de uma queda. Embaixo de uma marquise, a situação precária em que se encontra o jovem contrasta com o prédio de luxo a sua volta. Uma equipe da Assistência Social do município foi ao local e pouco fez. “Vieram aqui e me mandaram trabalhar. Olha eu até quero um emprego e um lugar digno para morar, mas no momento estou machucado e preciso de ajuda”, expressa o morador.

Ele está vivendo com ajuda de moradores próximos que estão sensibilizados com a situação. O jovem reportou que sofreu uma queda, há quase 20 dias, e que desde então, sente forte dores e anda com dificuldade.

“Fui levado ao hospital de Itapema, me deixaram na enfermeira, não me medicaram e tampouco fui examinado por um médico. Algumas horas depois, o enfermeiro me dispensou. Vim andando morrendo de dor do Santo Antônio até aqui, na rua 276. Com fome, tomei um remédio para dor tentei dormir. Noutro dia, ainda com muita dor, tomei outro remédio, foi quando passei mal e convulsionei. Novamente fui levado aio hospital, fizeram um raio-x e viram que estava com fratura na bacia, mas no dia anterior se quer me perguntaram onde doía. Estou na rua não por que eu quero, mas por não ter onde ir. Quero trabalhar e fixar residência aqui, mas preciso de uma oportunidade. Faço uso de medicação controlada que acabou, preciso de ajuda. Pessoal da Assistência Social veio aqui só para brigar comigo, sem ao menos ver as minhas reais necessidades”, expressa.

Quem é Francisco Heberson Lemos de Paula

Jovem, 25 anos, natural de Fortaleza, no Ceará. Romântico, veio para o sul em busca de um amor. Conheceu por meio de uma rede social uma mulher mais velha que lhe ofereceu abrigo e amor. Porém, quando chegou aqui, a relação acabou não dando muito certo e ela o largou na rua, e desde então ele vive em situação de vulnerabilidade social.

O que diz a prefeitura

A Secretaria de Assistência Social informa que segue acompanhando o caso da pessoa em situação de rua relatado na reportagem desde o dia 30 de Junho quando foi realizada a primeira abordagem. De lá para cá foram vários atendimentos e encaminhamentos para atendimentos em saúde com apoio do Corpo de Bombeiros e do SAMU. Durante todas as vezes, foi conversado a possibilidade de retorno do mesmo para junto da família, e o mesmo relata que não é esse o desejo dele. A Secretaria de Assistência Social seguirá acompanhando o caso e dando os encaminhamentos legais.

FALA, POVO!

Marisania Bueno Amanda Santos Amorim – concordo plenamente, em outras gestões tinha tenda para os moradores de rua se abrigaram nas está gestão está ocupada em fazer decretos para idosos que eu vejo eles andando livremente na praia todos os dias e bem felizes. Cadê à fiscalização? E se acharem andando na praia vão prender os velhinhos?

Amanda Santos Amorim – Coitado!! Tem pessoas que não escolhem estar nas ruas. E porque não montam uma tenda ali do lado da Defesa Civil como era feito antigamente para acolher eles nos dias frios e nos outros dias também. Isso é desumano!


Rosangela Silva
– E porque a prefeita não vai até a ele é pergunta assim filho você que voltar pra sua família? E dá a passagem dele ou acolher ele em um abrigo ou clínica de recuperação. Mas tirar ele desse local. Eu estou em São Paulo, mas se estivesse aí eu ia ajuda a ele!

Rosane Leite Arruda – Tantos empoderados doando verba pra político em nome de Deus, agora é o momento de fazer a verdadeira caridade, mas o que ele precisa no momento e de atendimento médico isso é com a saúde de Itapema, o correto é chamar bombeiros e levar ele para o hospital, isso até o jornal poderia fazer por ele, que Deus encaminhe um anjo para auxiliar ele neste momento, com o frio a fratura faz com que ele sinta mais dor.

Giseli Monica Nunes Nunes – A realidade é que já passou da hora de existir uma casa de passagem para morador em estado de rua em Itapema.