Canção “Santo Rei” será apresentada no Festival Nacional da Canção, em Minas Gerais, exaltando a cultura popular catarinense e a memória do mestre Sílvio Valmor Vieira.
A cultura popular de Itapema ganhará projeção nacional na próxima semana com a participação do músico e compositor Teteu Caetano na 56ª edição do Festival Nacional da Canção (FENAC), em Perdões (MG). Ao lado do multi-instrumentista André Sarten, o artista defenderá a música autoral “Santo Rei”, composição inspirada no Terno de Reis e dedicada ao mestre do Boi de Mamão Sílvio Valmor Vieira, uma das principais referências da tradição popular no município.
Homenagem às raízes culturais
Criada a partir da convivência de Teteu com Sílvio Valmor Vieira, reconhecido como Mestre dos Saberes pela Fundação Catarinense de Cultura, a canção une elementos do Terno de Reis e do Boi de Mamão a uma sonoridade contemporânea. Para a apresentação no festival, a dupla contará ainda com a participação de um percussionista mineiro ligado à tradicional congada.
Considerado um dos mais tradicionais festivais de música autoral do Brasil, o FENAC reúne compositores de diferentes estados desde 1971 e tem o Troféu Lamartine Babo como uma das premiações mais prestigiadas da música brasileira.
Turnê por Minas Gerais
Além da participação no FENAC, Teteu Caetano e André Sarten realizarão uma pequena turnê por Minas Gerais. No dia 20 de agosto, os músicos participam do projeto “Romero Bicalho Convida”, em Nova Lima. Depois seguem para Alvinópolis, onde se apresentam nos dias 22 e 23 no Festival da Canção da cidade, interpretando composições de outros autores convidados pela organização.
A música “Santo Rei” também ganhou reconhecimento em Santa Catarina ao figurar entre os destaques do portal especializado Rifferama, que a apontou como uma das principais canções lançadas no Estado no ano passado.
Para Teteu, a participação representa mais do que disputar um festival. É a oportunidade de apresentar ao público de outras regiões uma obra inspirada nas tradições culturais de Itapema e manter viva a memória de um dos maiores nomes do Boi de Mamão catarinense.










