Concelho Municipal dos Direitos da Mulher da cidade está de volta á ativa

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Conselho Municipal dos Direitos da Mulher da cidade está de volta à ativa. Nossa reportagem conversou com a presidente Simone Alaide da Silva, que fala sobre a nossa fase da entidade e da importância de as mulheres do município participarem.

Cleyton Amaral

O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Itapema foi criado pela Lei Nº 2.569/07. Ele tem por finalidade elaborar e implementar políticas públicas sob a ótica de gênero, destinadas a garantir a igualdade de oportunidades e de direitos entre mulheres e homens, de forma a assegurar à população feminina o pleno exercício de sua cidadania, tendo seu funcionamento regulado por este Regimento Interno.

Entrevista

Na tarde da última quinta-feira, dia 23, a presidente do Conselho, Simone Alaide da Silva, juntamente com a secretária Sicrune Bonh, aceitaram o convite do A Hora para falar um pouco mais sobre a entidade. Simone foi chamada para o conselho em abril deste ano, quando a presidente precisou se afastar. “De início percebemos que algo estava errado, pois nas primeiras reuniões, poucas presenças. Então, decidimos reestruturar o conselho, convocando novas eleições”, relata. Conforme explicou a nossa reportagem, hoje o papel do conselho é de buscar garantir que os direitos da mulher sejam assegurados, que as necessidades delas sejam ouvidas, entretanto, muita coisa ainda precisa avançar.

“Em relação à Lei Maria da Penha, nosso estado é um dos que mais registram violência contra a mulher. Hoje a mulher que é agredida na cidade precisa ir em uma delegacia, onde geralmente é atendida por um homem. Muitas das vezes têm que ir fazer exame de corpo delito em Balneário Camboriú, porque nosso hospital não realiza. Pensa agora na situação de uma mulher agredida, ter que enfrentar todas estas barreiras, falta sensibilidade. Uma das nossas metas é reivindicar uma delegacia especializada”, enfatiza

Nem apoio

Outra reinvindicação do conselho é a criação de uma casa de passagem para dar suporte às mulheres. “Imagina a situação, a mulher é agredida e muitas vezes é fica dependente do agressor, pois tem filhos pequenos, depende financeiramente. Ouve-se falar… se ela apanhou e ficou é porque gosta…. Nenhuma mulher é obrigada a ficar em relacionamento abusivo, mas a nossa realidade, às vezes, a obriga. Na semana passada estivemos na Câmara de Vereadores para sensibilizar os parlamentares a respeito dos direitos femininos”, relata Simone.

Reuniões

As reuniões do Conselho Municipal acontecem uma vez por mês e é aberta à todas as mulheres que moram em Itapema e que desejam construir uma nova realidade. A próxima acontece no dia 26 de setembro, a partir das 13h30, no Creas da cidade, na rua 406, número 550, no bairro Morretes, em Itapema. Participe!!