Desemprego atinge máxima histórica e sobe para 13,8% em julho, diz IBGE

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A taxa de desemprego no Brasil subiu para 13,8% entre maio a julho, o pior patamar da série histórica, iniciado em 2012. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) divulgada na manhã de ontem, quarta-feira (30).

De acordo com o IBGE, a taxa de desocupação atingiu 13,1 milhões de pessoa, o equivalente a 1,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (fevereiro a abril) e a 2 pontos percentuais quando comparado ao mesmo trimestre de 2019.

O resultado ainda ficou um pouco acima da mediana das previsões em pesquisa da Reuters, de que a taxa ficaria em 13,7% no período.

Além disso, o nível de ocupação também foi o mais baixo da série, atingindo 47,1% – uma queda de 4,5 pontos frente ao trimestre anterior e 7,6 pontos contra o mesmo trimestre de 2019.

“Os resultados das últimas cinco divulgações mostram uma retração muito grande na população ocupada. É um acúmulo de perdas que leva a esses patamares negativos”, diz Adriana Beringuy, analista da pesquisa.

No auge da pandemia, houve um forte movimento de pessoas que estavam desempregadas ou perderam trabalho em direção à população fora da força, ou seja, aquele grupo que estava sem trabalho e não buscava uma vaga. Com a flexibilização das medidas de isolamento social, muitas pessoas estariam se encorajando a voltar a buscar uma vaga no mercado de trabalho.

Não à toa, o número de pessoas ocupadas e desocupadas, chamado por força de trabalho, também atingiu o recorde histórico, impactando 79 milhões de pessoas – um avanço de 8 milhões em relação ao trimestre anterior e mais 14,1 milhões frente ao mesmo período de 2019.

“A população fora da força aumentou muito, mas em julho, aumentou menos. Isso pode indicar um certo retorno das pessoas ao trabalho. Os movimentos ainda são discretos no comparativo com todo o período, mas é um indicativo”, acrescenta Beringuy.

 

(Com Reuters)