DJ ALISTAIR: CORAÇÃO ELETRÔNICO; SENTIMENTO ESTRANGEIRO!       

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Entrevista

Nascido no Rio de Janeiro em 4 de julho de 1986, Alistair Gillespie será um dos principais destaques da festa Trip to Deep (em 31 de janeiro, em Florianópolis). Filho de peruanos, cresceu na Argentina. É de alma brasileira: 100% artista. A timidez, típica em muitos artistas, esconde uma pluralidade antagônica. Alistair se dedica desde sua adolescência a pesquisar músicas. A dedicação extrema faz dele uma das grandes promessas da música eletrônica para 2020.

1- Nome completo: Alistair Gillespie – Nome artístico: Alistair

2- Qual o objetivo/propósito do seu som?

Com o principal desafio de fazer o público / pista dançar a algo que seja inusitado e novo para eles… tentar surpreender e criar uma variedade de emoções no público durante a noite … não apenas buscar os momentos de euforia, mas levar eles em uma viagem musical / espiritual / emocional …  Utilizando minha pesquisa musical para atingir isso, e simultaneamente não esquecer que tem um público do outro lado, e não vou somente ouvir “o que eu quero, quando eu quero” … e me adaptar ao que sinto cada pista / noite precisa. Principal motivo diria é fazer a pessoa pode esquecer de tudo e focar todas energias naquele preciso momento onde está, e que a música o faça digerir uma variedade de emoções e sentimentos durante o set.

3- Como iniciou o seu trabalho musical?

Tenho o vício de pesquisar música desde adolescente, seja por prazer, curiosidade, ou até para aliviar em momentos de ansiedade. Porém, profissionalmente começou aos 19 anos quando morava em Buenos Aires – comecei a tocar como dj em bares e festa privadas, até ser chamado para ser residente da principal balada de música eletrônica en Bs As – Crobar Buenos Aires – quando tinha 20 anos de idade.

4- Qual as metas para 2020?

Ter constância e continuidade com as gigs e eventos que sinto me representam. Aprimorar meu trabalho de produção musical. Continuar desenvolvendo meus projetos de produção de eventos, onde estou a frente de diferentes núcleos onde buscamos trazer artistas internacionais de variados gêneros ao Brasil.

Conectar ainda mais com eventos e gigs nacionais … no momento estou tocando muito em São Paulo, toda semana praticamente … mas sinto falta de ter mais eventos em outras cidades do Brasil … espero poder chegar a isso no 2020.

5- Qual estilo define você?

Basicamente me defino por sets que contam uma história, e onde vou construindo aos poucos. . Variando de gêneros, porém mantendo uma mesma linha e identidade musical …. Posso ir do house, soul, disco, afro, e downtempo chegando ao techno em um set só …, mas se tivesse que ser seco e rotular …diria que é house / techno e tudo que tem por meio rs.

6- Quais as suas referências?

Comecei ouvindo punk rock e hip hop de adolescente. Mas minha primeira “balada eletrônica” foi tmb de adolescente no ano 2000 em Buenos Aires onde fui ouvir o Hernan Cattaneo e isso mudou tudo para mim. Era algo totalmente diferente ao que tinha visto, a forma que o público se conectava com o dj, e como o dj era considerado algo mais que alguém que apenas toca música … um artista que levava o público em uma viagem musical durante a noite. Hoje em dia referencias de artistas que mais acompanho e admiro são: Fort Romeau, Cleveland, Franz Scala, DJ Seinfeld, Skee Mask, entre outros.

7- O que significa a música eletrônica hoje?

Liberdade de expressão, e um movimento de energia que conecta as pessoas, sem limites nem restrições de cultura, raça, classe social, e background… um veículo cultural que forma diferentes “tribos” e segmentos …sendo que hoje em dia existem tantos gêneros e variantes da música eletrônica. Além disso também acredito é uma forma bem especifica de um artista poder se expressar hoje em dia … com a quantidade de gêneros e vertentes que existem, como também milhares de ferramentos e dispositivos a disposição para criar algo único e autêntico que realmente representa a pessoa.

Por Maurício Santos (imprensa.mauriciosantos@hotmail.com)