Editorial Cleyton Amaral 09/04/2019

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Faxineiro do interior da Bahia, vence obstáculos e se forma em jornalismo

Ronaldo pegou o diploma segurando um balde e uma vassoura. “Se alguém algum dia perguntar: qual sua profissão? Não tenho vergonha, sou faxineiro”, diz Ronaldo, orgulhoso.

Nascido no interior da Bahia, ele foi parar em Brasília, onde enfrentou a fome, conseguiu emprego como faxineiro em uma escola pública e não desistiu dos estudos até conseguir se formar em jornalismo, sem nunca ter vergonha de ter sido faxineiro.

Parabéns, Ronaldo! E sempre bom lembrar que esse não é um exemplo de meritocracia porque Ronaldo não concorreu em igualdade com os demais alunos. Isso é um exemplo de furo de bloqueio de social, onde Ronaldo precisou se esforçar muito mais para sair de um lugar onde todas as circunstâncias sociais o mantinham lá.

Dia do Jornalista foi comemorado no domingo passado, dia 07 de abril. Bem-vindo a profissão!