FÉRIAS JUSTAS E MERECIDAS

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De modo que, matematicamente, depois de doze meses começa tudo de novo. No calendário gregoriano, do qual fazemos parte, ao menos é isso que acontece.                                 Na vida real o fundo musical é composto pela ordem gregoriana e bancária, pousando aí as figuras majestosas que flutuam numa camada acima dos mortais.                Com os pés no chão, estamos naufragando em maracutaias das brabas, com denúncias diárias, quase de hora em hora com a prisão de algo nocivo ao convívio dos demais. De gente que os mortais chamam de graúda é composta a classe social em vigor. Estão acima de nós mortais, cumpridores dos deveres fiscais federais (e não esteja pra ver…) tendo-os em dia.
Nossa passagem é curta mais que curta, tão curta que ela começa aos quarenta. Cinquenta anos ainda não são o suficiente para moldar uma existência viva quando se tem consciência de que do pó veio e a ele voltará. A existência terráquea é feita com passos de décadas. Não bastasse, é efêmera pra “dedéo”, não escolhendo ou beneficiando quem quer que seja, pouco importando a idade, nação, credo, cor e conta bancária. É irreversível, bateu o sino da hora final, fecha para balanço os desmandos descarados e pouco caso do Ministro mequetrefe com suas lastimáveis decisões pagas a peso de ouro.               Pensando melhor, não tá dando pra levar na esportiva as coisas como ele (o pavão nada misterioso dono da caneta) quer e determina com seus “cumpra-se”. Ninguém que Obentropp conheça, nem de longe nem de perto, é tão estapafúrdio, insensível, idiota ou babaca pra engolir o festival de liberdade ocorrendo todos os dias, para espanto da população e incredulidade dos de fora, que o togado e cagado pelos lados de Mato Grosso vem nos impingindo dia sim e outro também, pouco importando se certo ou errado, interessa a ele o acerto por fora e o canetaço por dentro nos moldes da cara dura e lustrada com óleo de peroba.
Agora a sério: Ano que se renova e na condição e qualidade de trabalhador com direitos assegurados pela legislação trabalhista em vigor, no próximo mês o primogênito de dona Excélia Iris adentra em férias justas e merecidas não sem antes agradecer ao patrão Dr. Stalin Passos pela generosa caixa de vinho chileno, agradecer a todos aqueles que prestimosamente ofertaram outras tantas para que o bico do escriba fosse molhado decentemente como mandam os regulamentos do bem viver e a todos, indistintamente, vascaínos e corintianos um caloroso abraço, aos flamenguistas “aquele abraço” e a todos os demais,  votos sinceros de amor à pátria, de fraternidade aos irmãos e amigos, solidariedade aos colorados e um beijo carinhoso na Isabela, luz que ilumina este escriba, deixando o vosso LULLALÁ na porta do xilindró, Malluf, Cunha e Cabral esperando a vez com o nefasto Ministro “aquele”, ansioso por melar sua mão e nome no excremento, enquanto o fugaz Temer, o próprio, ligeiro e sagaz, espera pra ver como fica a novela da nossa justiça  mal feita e deteriorada, pretendendo nos impingir que a Previdência pague o pato.