Fim do comércio na praia

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Deixa o povo trabalhar…

O prazo dado pela prefeitura de Itapema para que os comerciantes da orla da cidade desmontassem suas barracas expirou no último dia 30. Com o feriado prolongado, muitos turistas vieram à nossa cidade e se decepcionaram com a falta oferta de serviços.

Cleyton Amaral

O feriado era do Dia do Trabalhador. Infelizmente, os trabalhadores que atuam nas orlas das praias de Itapema terão que parar de trabalhar, tudo por conta da burocracia que a prefeitura municipal impôs. Andriele Rosa da Silva e o pai, seu Aberlado José da Silva, querem continuar trabalhando com o comércio da família, mas terão que desmontar a barraca ainda nesta semana.

Os dois estavam animados com o movimento que o último feriado prolongado, pois trouxe uma renda a mais para a família que atua há mais de 30 anos com sua barraca de milho e churros na Praia Central.  “Por nós trabalharíamos o ano inteiro, mas existe muita burocracia. Este ano terá muitos outros feriados prolongados e quem perde também são os turistas, pois muitos já vieram se queixar conosco que nem banheiro tem…” conta Andrieli.

Nossa equipe percorreu a orla da Meia Praia e Praia Central na última segunda-feira, dia 30, data em que terminaria o alvará provisório de 180 dias para ver como estava a situação. Na Meia Praia conversamos com o Eduardo Henrique e Fernanda Krefta, casal que atua há oito anos com o comercio de churros, milho, além do aluguel de guarda-sol e cadeiras. Na visão deles, esta temporada não foi tão boa e estes feriados prolongados durante o ano poderia representar uma renda a mais. Eles também têm interesse em continuar trabalhando na baixa temporada.

Nádia Bueno veio com a família passar o feriado em Itapema e acabou se decepcionando. Ela ficou na Meia Praia, local onde já há poucas barracas. “Estranho foi ver tão pouca gente trabalhando. Feriado prolongado com sol, deveria ter mais oferta”, queixa-se a turista de Florianópolis.

Contraponto

Com a gestão das praias a cargo do município, o que era para ser menos burocrático acabou não sendo. Segundo Marcelo Marcio Correia, responsável pela gestão das praias, os comerciantes sabiam que o alvará fornecido se tratava de um alvará temporário, ou seja, com um prazo de validade.

A duração da vigência do alvará temporário é de 180 dias por ano, se passar disso, é necessário emitir um alvará permanente e neste caso, a prefeitura teria que fazer uma concessão de todos os pontos, que passam de 100. Em relação aos trabalhadores atuarem o ano inteiro, de acordo com Correia, é necessário que procurem a prefeitura para as medidas cabíveis.