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quinta-feira, abril 16, 2026
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    Itapema trata 80% do esgoto e supera o triplo da média catarinense

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    Com investimentos de R$ 219 milhões previstos para o próximo biênio, município projeta atingir universalização do serviço antes do prazo estabelecido pelo Marco Legal

    Enquanto o Brasil ainda patina nos índices de saneamento básico, Itapema consolida sua posição como referência no setor. Dados atualizados revelam que a cidade já coleta e trata 80% de todo o esgoto gerado, um desempenho que mais que dobra a média estadual de Santa Catarina (atualmente em 33,7%) e supera com folga os 51,8% registrados nacionalmente, segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SINISA).
    A realidade local contrasta com o cenário brasileiro, onde quase metade do volume de esgoto produzido é descartado no meio ambiente sem qualquer tratamento. Em Itapema, o avanço deve-se ao cronograma de obras da concessionária Conasa Águas de Itapema, que planeja antecipar as metas do Marco Legal do Saneamento.

    Investimentos e Expansão
    Para o biênio 2026-2027, a concessionária anunciou um aporte de R$ 219,3 milhões. O montante será destinado à modernização da infraestrutura e ampliação da rede. O objetivo é que, nos próximos anos, a cobertura de coleta chegue a 95%, garantindo que 100% do que for coletado passe por tratamento antes do descarte.
    “Itapema é hoje um exemplo de que o saneamento deve ser tratado como prioridade. Estamos investindo para garantir qualidade de vida e infraestrutura preparada para o futuro”, destaca Eduardo Vergutz, superintendente de engenharia da Conasa.

    Evolução Histórica
    O cenário atual é bem diferente de duas décadas atrás. No início da concessão, há 21 anos, o município não possuía sistema de coleta e tratamento, além de sofrer com interrupções constantes no abastecimento de água. Desde então, foram investidos mais de R$ 300 milhões na cidade.
    O planejamento estratégico torna-se ainda mais crucial dado o ritmo acelerado de crescimento urbano de Itapema, que figura entre as cidades que mais recebem turistas e novos moradores no litoral catarinense, exigindo uma rede capaz de suportar picos de demanda nas temporadas de verão.

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