MP aponta que assassina da grávida de Canelinha agiu sozinha

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Crime bárbaro

Ministério Público afirma que denunciada aproveitava que marido trabalhava em outra cidade para manipular situação. Grávida foi morta em Canelinha e teve bebê retirada do ventre com um estilete, segundo denúncia.

 

O homem preso em agosto suspeito de ser um dos responsáveis pela morte de uma jovem de 24 anos que estava grávida e de retirar o bebê da barriga da vítima teve a prisão revogada nesta quarta-feira (7). Ele é marido da mulher que simulava uma gravidez e que teria feito uma armadilha para a vítima, batido com um tijolo na cabeça dela e depois retirado o bebê da barriga da jovem com um corte de estilete em Canelinha, na Grande Florianópolis.

O assassinado ocorreu no dia 27 de agosto, segundo a polícia, e o casal foi preso no dia seguinte. Nesta quarta-feira, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pediu a revogação da prisão dele à Justiça por entender que o homem foi enganado pela mulher.

 

Novas provas

“As novas provas deixam claro que a mulher enganou o marido o tempo todo. Ela se aproveitava da circunstância de o marido trabalhar em outra cidade e assim conseguia manipular a situação. O marido acreditava piamente na falsa gravidez da mulher. Quanto ao dia do crime, a mulher também deu falsas informações ao marido”, informou o MPSC.

As novas conclusões dos promotores de Justiça Mirela Dutra Alberton e Alexandre Carrinho Muniz ocorreram após analisarem áudios e trocas de mensagens de celulares apreendidos e periciados. A polícia também analisou as conversas.

Ainda segundo o MPSC, caso não surjam fatos novos ao processo, ele também deve ser excluído da denúncia apresentada pelo próprio MPSC e aceita pela Justiça em 4 de setembro contra ele e a mulher por feminicídio, tentativa de homicídio, parto suposto, subtração de incapaz e ocultação de cadáver.

O advogado Ivan Martins Junior, que defende o homem, disse a reportagem que fez requerimento pedindo mais agilidade com o laudo, pois acreditava que isso poderia auxiliar na liberação dele, mas também “provar a inocência”. “Acreditamos que, diante das alegações do MP, o próximo passo será o pedido de absolvição, porque temos ciência de que eles também buscam por justiça”, afirmou.

O homem estava no Presídio Regional de Tijucas, na Grande Florianópolis, e a mulher continua no Presídio Regional de Chapecó, no Oeste catarinense.

 

Com informações G1/SC