O que é o ciclone bomba que atingiu em cheio o sul do país

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O tempo em Santa Catarina está sendo influenciado por um ‘ciclone bomba’. Além da chuva, a situação que mais chamou a atenção das pessoas foi a do vento. A força das rajadas foram similares a de tempestades tropicais, em alguns pontos do Estado. Em outros, com ventos na casa dos 120 km/h a situação é parecida com a de um furacão categoria 1 na escala de Suffair Simpson.

Por mais que a relação de ventos seja parecida com a de um furacão, os sistemas são completamente diferentes. O meteorologista Marcelo Martins, da Epagri/Ciram, conversou com o Conexão ainda durante a madrugada e explicou a situação do fenômeno.

“A gente tá com um ciclone extratropical em formação. Com a diferença de pressão, entre um sistema de alta pressão e de baixa pressão, massa de ar frio e seco que tá chegando ao Sul do país, faz com que os ventos sejam muito intensos. Até a hora que a gente percebeu lá, os ventos foram na onda de 80, 90, 100, 120 km/h. Isso é equivalente a um furacão categoria F1.

A tempestade ainda vai provocar mais ventos e, inclusive, possibilidade de neve na serra catarinense nas próximas horas. O meteorologista afirmou que a pressão atmosférica variou de forma rápida, o que provocou a tempestade.

“Imagina bater um carro a 100 km/h. A gente vai ter um acidente muito grave. Imagina uma árvore sendo lançada nessa velocidade? Isso trás um problema muito grande. (…) Chamam de ciclone explosivo, ciclone bomba, já que a pressão varia muito bruscamente de um dia para o outro”, comentou. Os alertas de ressaca na costa e de navegação desaconselhada seguem valendo.

O termo

“Ciclone Bomba” ganhou repercussão em todo o Brasil depois de um ciclone extratropical atingir a região Sul na última terça-feira (30) e causar diversos estragos, principalmente no estado de Santa Catarina. Mas, o que é um ciclone bomba? Um ciclone recebe esse nome quando a pressão atmosférica no seu centro cai para 24 hPa em um período de 24h. A expressão está ligada à situação de queda acentuada de pressão em curto período de tempo.

Todo ciclone extratropical, e os ciclones de forma geral, são áreas de baixa pressão atmosférica, a diferença do bomba é a queda acentuada.

A pressão atmosférica é o peso da coluna de ar sobre a superfície. Sobre o mar, quando a pressão do ar diminui, há menos força sobre a superfície da água. Por isso, o mar começa a ficar agitado e as ondas ficam muito altas.

Nessas situações, em que a pressão do ar está muito baixa e o centro do ciclone está muito próximo ao continente.

O que fazer em caso de emergência?

Defesa Civil: 199

Corpo de Bombeiros: 193

Celesc: 0800 48 0196

Como receber os alertas da Defesa Civil por SMS?

Para receber alerta da Defesa Civil envie seu CEP por mensagem de texto para o número 40199.

O que eu posso fazer antes da ocorrência do vendaval?

Revise a resistência de sua casa, principalmente o madeiramento de apoio do telhado;

Desligue os aparelhos elétricos e o gás;

Abaixe para o piso todos os objetos que possam cair.

E depois da ocorrência do vendaval, o que posso fazer?

Ajude na limpeza e recuperação da área onde se encontra, começando pela desobstrução das ruas e outras vias;

Ajude seus vizinhos que foram atingidos;

Evite o contato com cabos ou redes elétricas caídas. Avise a Defesa Civil ou Bombeiros sobre estes perigos;

Procure não utilizar serviços hospitalares, de comunicações, a não ser que necessite realmente. Deixe estes serviços para os casos de emergência.

Danos

Derrubam árvores e causam danos às plantações;

Derrubam a fiação e provocam interrupções no fornecimento de energia elétrica e nas comunicações telefônicas;

Provocam enxurradas e alagamentos;

Produzem danos em habitações mal construídas e/ou mal situadas;

Provocam destelhamento em edificações;

Causam traumatismos provocados pelo impacto de objetos transportados pelo vento, por afogamento e por deslizamentos ou desmoronamentos.

No Brasil, os vendavais são mais freqüentes nos estados da Região Sul.