Investigação apura esquema de fraude fiscal de R$ 90 milhões no comércio de grãos; ação ocorreu em cinco estados.
Uma pessoa foi presa preventivamente e um imóvel foi alvo de busca e apreensão em Itapema na manhã desta quarta-feira (26), durante a Operação Safra Oculta, que investiga um suposto esquema de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e organização criminosa no comércio interestadual de grãos.
A operação foi coordenada pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público de Santa Catarina. Em Itapema, a atuação do Gaeco ocorreu como apoio operacional ao cumprimento das medidas judiciais determinadas pela 2ª Vara de Garantias da Comarca de Goiânia.
Ao todo, foram cumpridos nove mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão em municípios de Goiás, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso e Bahia. Entre os investigados estão três contadores que, segundo o MPGO, teriam participado da estruturação do esquema.
Empresas de fachada movimentaram quase R$ 200 milhões
Segundo a investigação, empresas de fachada, registradas em nome de “testas de ferro”, eram utilizadas para emitir documentos fiscais e ocultar os verdadeiros responsáveis pelas operações de compra e venda de grãos.
O MPGO informou que as duas principais empresas investigadas acumulam mais de R$ 90 milhões em débitos de ICMS. Uma delas teria movimentado quase R$ 200 milhões em curto período, sem recolher os tributos devidos.
As investigações também buscam identificar produtores rurais e empresários que possam ter utilizado a estrutura para ocultar operações comerciais e reduzir o pagamento de impostos.
O material apreendido será submetido à análise técnica. O processo tramita sob sigilo, e os órgãos responsáveis informaram que novas informações poderão ser divulgadas conforme o andamento das investigações.











