Orelhões de Itapema estão, na grande maioria, quebrados ou podrões

444
Compartilhar

Telefone mudo

Quem precisa usar telefone público na cidade tem dificuldade de encontrar um aparelho funcionando – ao menos na primeira tentativa. Há ruas em que o número de orelhões quebrados ultrapassa o daqueles em operação, fazendo com que a busca, por vezes, se estenda por várias quadras, especialmente no Centro e na Meia Praia.

Cleyton Amaral

A reportagem do A Hora foi para as ruas da cidade para saber se o velho e tradicional orelhão ainda tem vez entre as ligações dos itapemenses. Questionados sobre “você ainda usa orelhão? ”, a maioria fazia cara de espanto, como se fosse coisa de outro mundo, e afirmava nem ao menos se lembrar qual a última vez telefonou do aparelho.

Os moradores que ainda fazem ligações dos telefones públicos estão enfrentando verdadeiras maratonas para conseguir fazer ligações dos chamados orelhões. Teoricamente o uso destes equipamentos parece ser simples, agora mesmo podendo fazer ligações de graça para todo o país. Mas na prática, o problema é outro, porque a maioria dos aparelhos existentes na cidade está quebrada ou com algum defeito.

Segundo reclamações da população, o problema pode agravar situações de emergência, que poderiam ser resolvidas através de um simples telefonema para o 190 (Polícia Militar), 192 (Samu), entre outros. “Se a gente precisar fazer uma ligação urgente, tem que andar muito para encontrar um aparelho em condições. Se for um caso de vida ou morte, então, nem se fala”, reclamou uma usuária.

Uma outra usuária comentou que a situação é vergonhosa e demonstra um descaso total pelo povo. “Essa empresa Oi (empresa responsável pela manutenção dos aparelhos) só quer lucrar em cima dos usuários do serviço que ela explora e não se preocupa com o bem-estar dos consumidores e da própria sociedade. A pessoa pobre, que não tem dinheiro para ter e manter um telefone fixo em sua residência ou mesmo um celular, o que vai fazer se presenciar um crime ou tiver um problema grave de saúde com mesmo ou seus familiares e amigos?”, indagou a moradora, que se identificou apenas pelo prenome Márcia.

Uma outra usuária disse todo dia enfrenta a mesma maratona: procurar um orelhão que funcione. “Tive que passar por sete até chegar nesse que funciona. Todo lugar que a gente vai encontra um quebrado”, reclama.

Explicações

Procurada pela reportagem do Jornal A Hora, a empresa Oi esclareceu que, como os orelhões são instalados em vias e estabelecimentos públicos, sofrem diariamente danos por vandalismo. A Oi comentou que faz periodicamente a manutenção dos aparelhos e conta também com as solicitações de reparo enviadas à companhia pelo canal de atendimento 103 14 por consumidores e por entidades públicas. Portanto, se você encontrar por aí um orelhão estragado, avise a Oi pelo fone 103 14.