“Pagar dívidas o quanto antes”, orienta especialista sobre o uso do 13º salário

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O prazo para o pagamento da primeira parcela do benefício é até sexta-feira. Já a segunda parcela, para quem ainda possui débito, precisa ser quitada até o dia 20 de dezembro. O dinheiro extra no bolso, ainda mais no fim do ano com a proximidade do Natal e das férias, é um convite para gastos e, por isso, Sell alerta que, no caso de quem possui dívidas, o primeiro passo é quitar o débito.

— Eu diria para pagar dívidas o quanto antes. A dívida do Brasil custa muito caro, os juros aqui são muito elevados. Se tem dívida, então, a dica é aproveitar a primeira parcela do 13º para quitar — diz.

Mesmo que o dinheiro extra não seja o suficiente para pagar toda a dívida, a orientação do professor é pagar o máximo que puder.

— De cada seis brasileiros, quatro estão endividados. Um não tem dívidas, mas também não tem investimentos. Apenas um em cada seis tem investimentos. As pessoas dizem que estão devendo para o banco, mas eu pergunto se as pessoas já viram o banco na praia. O banco não existe. Todo o dinheiro do banco vem de pessoas. Para cada real que o banco empresa, R$ 0,16 vem de pessoas que tem ações do banco, mas os outros R$ 0,84 vem de pessoas que investem no banco. Então se você deve, você deve para alguém — alerta.

O professor ainda orienta que, para quem afirma não conseguir sair do endividamento, o ideal é se reeducar:

— Se com a primeira metade do 13º não deu para pagar, faça um Natal mais simples e tente dar para você e para sua família um ano de 2019 longe das dívidas.

Sell ainda pontou outras dicas para a parcela de beneficiados que não possuem débitos, como se programar para fazer uma reserva de dinheiro pensando nos gastos do começo do ano, como IPTU e material escolar, e ainda se programar para ter menos gastos no Natal.

— Se sobrou um pouquinho de dinheiro, depois de pagar dívidas e guardar, então programar os gastos de Natal, sem gastar excessivamente. O Natal que é teoricamente uma festa religiosa e de união familiar tem se transformado cada vez mais em uma festa do consumo. Não é ruim consumir, mas é preciso ter cuidado para não consumir em excesso — conclui.