Perigo em forma de ponte

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Entre Itapema e Porto Belo

 

A ligação entre o bairro Meia Praia e o Perequê está comprometida. De quem é a responsabilidade? Esta é a pergunta que vereadores de Itapema e Porto Belo fazem desde o ano passado. Diariamente centenas de veículos e pedestres passam por ali sem saber o real perigo que correm.

 

Cleyton Amaral

 

A ponte pede socorro e não é de hoje. A ligação entre os bairros Meia Praia, em Itapema, e Perequê, em Porto Belo, está prejudicada. Por ali, diariamente, circulam muitos veículos leves, pesados, inclusive pedestres. A preocupação vem por parte de vereadores das duas cidades.

Em abril de 2019, o vereador Francisco Scottini (PP) de Porto Belo enviou ofício ao prefeito Emerson Stein pedindo informações sobre a situação da ponte do Rio Perequê. Segundo “Kiko”, um laudo feito há doze anos indicou que a estrutura da ponte está comprometida. De lá para cá, afirma o parlamentar, nada foi feito.

No final do ano passado, o vereador itapemense Yagan Dadm (PL), também denunciou a situação caótica da estrutura de concreto da ponte, que faz a divisa entre Itapema e Porto Belo e cobrou ações do Governo do Estado.

Em resposta ao questionamento de Yagan, o secretário adjunto de Infraestrutura e Mobilidade, Thiago Augusto Vieira, informou que a referida ponte não está sob diretriz de rodovias estaduais que compõem o plano rodoviária do estado. Desta forma, a secretaria de Estado não detém qualquer informação ou conhecimento quanto à estrutura da ponte e nem tão pouco se há qualquer intervenção a ser realizada.

 

Decreto

Segundo reportagem da Câmara de Vereadores de Porto Belo, a manutenção da ponte do Rio Perequê é de responsabilidade dos municípios de Porto Belo e Itapema, conforme estabelecido por decreto do governo estadual datado de quase vinte anos. Desse modo, as obras de manutenção do equipamento precisam ser feitas em conjunto, por meio de um convênio entre as duas prefeituras. Em 2010, o executivo de Itapema chegou a realizar um laudo, mas nenhuma medida adicional foi tomada.

Enquanto a discussão de quem é a real responsabilidade não acaba, dezenas de carros, caminhões e também pedestres passam pela ponte sem saber o real perigo que correm!