Pico do coronavírus em Santa Catarina está por vir e faltam leitos de UTI

887
Compartilhar

Deputada Ada de Luca demonstrou preocupação com informações prestadas pelo secretário de Saúde e cobrou apoio aos hospitais filantrópicos

O pico dos casos de coronavírus em Santa Catarina ainda está por vir, e deve ser atingido entre os meses de junho e julho. A informação foi repassada, nesta segunda-feira (15), pelo secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, durante reunião conjunta da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa com a Comissão de Combate ao Covid-19 da Câmara dos Deputados e a Frente Parlamentar em Defesa da Saúde Catarinense. Também conforme o secretário, o Estado ainda não tem disponíveis todos os leitos necessários para o enfrentamento do auge da doença. Diante dessas informações, a deputada estadual Ada de Luca (MDB) voltou a cobrar o repasse das emendas parlamentares aos hospitais filantrópicos. A parlamentar também questionou, novamente, detalhes sobre o destino dos R$ 300 milhões que Santa Catarina deixará de pagar em relação à dívida com a União.
“Quanto mais explicações cobramos, mais preocupados ficamos”, afirmou a deputada. Conforme o secretário de Saúde, o planejamento aponta para a necessidade de 713 leitos de UTI para o combate à covid-19 em seu ponto mais crítico. No momento, apenas 372 estão à disposição. O secretário reclamou da demora para o Ministério da Saúde liberar a habilitação de novos leitos.
Em resposta ao questionamento da deputada Ada sobre o pagamento das emendas parlamentares para a Saúde, o secretário afirmou que aguarda que os hospitais respondam a questionários sobre a aplicação dos recursos. “O secretário falou que os hospitais precisam ‘detalhar minimamente’, o destino do dinheiro. Talvez o governo não reconheça a importância e a honestidade da rede de hospitais filantrópicos de Santa Catarina. O secretário disse que os hospitais receberão ‘até os centavos’ das emendas que foram destinadas. Tomara, mesmo. Mas, que isso seja rápido”, afirmou Ada.
Em seus pronunciamentos, o presidente da CNS (Confederação Nacional de Saúde), Tércio Kasten, e o presidente da Fehosc (Federação das Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas de Santa Catarina), Hilário Dalmann, reforçaram o apelo da deputada Ada pela liberação das emendas parlamentares para os hospitais filantrópicos catarinenses.

R$ 300 milhões da União
Depois de questionar o Estado por meio de um pedido de informações e durante uma audiência pública, finalmente, a deputada Ada de Luca recebeu uma resposta sobre o destino dos R$ 300 milhões que Santa Catarina deixará de pagar à dívida com a União. A resposta, no entanto, não é boa.
“O secretário disse que ‘não há dinheiro novo’ e que ‘não existe esse dinheiro em caixa’. Ou seja, o Estado não pagaria a dívida? Não tive oportunidade de fazer uma réplica ao questionamento, mas, ao que parece, não podemos contar com esse dinheiro para o combate ao coronavírus”, lamentou a parlamentar.