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    Píer Turístico de Itapema aguarda aprovação da Marinha, SPU e Instituto do Meio Ambiente

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    Após a emissão das licenças dos órgãos, a expectativa é que o píer seja construído entre 18 a 24 meses

    Uma das obras mais aguardadas em Itapema é o Píer Turístico que será construído na Foz do Rio Perequê. Há algumas semanas, o projeto foi protocolado na Marinha, Secretária de Patrimônio da União e no Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA).

    Pela Marinha, o projeto tramita para que seja obtido o documento (Nada a Opor), o qual analisa as questões de navegabilidade, segurança e sinalização. Já na SPU, a expectativa é para ser emitido o direito do uso da (Lamina d’Água), já que a água é um patrimônio da união e por isso é necessário a concessão do órgão federal. E o IMA, analisa o projeto na questão ambiental. Caso aprovado, será emitido primeiramente a LAP (Licença Ambiental Prévia) e depois a LAI (Licença Ambiental de Instalação). Só após esses documentos dos três órgãos que então começará definitivamente a obra. A expectativa da empresa RGS, que ganhou a concessão em outubro de 2021 para construção, operação e gestão, é que ainda nesse ano os trabalhos iniciem no local.

    “Todos os processos estão tramitando e estamos aguardando ansiosos por um retorno. Temos uma grande expectativa ao longo dos próximos meses para que possamos executar as etapas iniciais desse projeto”, antecipa o Supervisor de Obras em Santa Catarina da RGS, Felipe Lago.

    Porém, o que muitos moradores têm questionado é quanto a demora para iniciar as obras. Mas, para se ter um projeto bem executado é necessário ter informações técnicas precisas e isso demanda tempo. Nos últimos meses várias ações ocorreram em relação ao píer. Foram realizados levantamentos de informações para seguir os trâmites burocráticos exigidos pelos órgãos estaduais e federais.

    No entanto, alguns desafios também foram registrados nos últimos meses pela equipe à frente do projeto. Uma das situações envolvia a proximidade que ficou o píer e o molhe. Como o molhe, que será construído em Porto Belo, terá uma curva, isso deixou as pedras muito perto da estrutura do píer e ambos se entrelaçavam. Por isso, os técnicos e projetistas rotacionaram o píer e aumentaram o canal de passagem. Outro desafio também foi reajustar o projeto após o anúncio do alargamento da faixa de areia da Meia Praia.

    Nesse período os estudos também aconteciam diariamente. Para obter dados, foi instalado a 200 metros da costa uma Boia ADCPs (nome técnico para Perfilador de Correntes Acústico por Efeito Doppler). O equipamento permaneceu na Bacia de Itapema durante 30 dias e emitiu ondas sonoras, calculou dados e coletou informações como a altura da onda, temperatura e força da água. E todos esses levantamentos, que precisam ser coletados tanto no inverno quanto verão, foram fundamentais para ajudar a dimensionar o píer.

    E com os dados técnicos nas mãos, a empresa inseriu as informações em um software holandês, que mostrou todos os cenários do píer e o molhe. Assim, foi escolhido o melhor deles, o qual apresentava a menor interferência ambiental possível para agregar no projeto e a partir disso ser encaminhado aos órgãos competentes.

    O píer turístico tem projeto para agregar sustentabilidade e dar destaque ao meio ambiente. O local deve ter reutilização da água, lacas fotovoltaicas e deve ainda servir como uma área pública reforçando a questão turística. Quanto ao local popularmente chamado ‘Santinha’, bastante querido por moradores e turistas, Felipe antecipa detalhes da proposta de revitalização do espaço. A ideia é dar ainda mais destaque ao espaço. Entretanto, detalhes não foram repassados para não atrapalhar o andamento das documentações. O que se sabe é que em conjunto com o píer, será construído o molhe. Essa segunda obra é de responsabilidade da prefeitura de Porto Belo que já fez um edital para contratação de uma empresa que ficará responsável pela execução. E assim que o píer começar o molhe também iniciará as obras. Já que a finalidade tanto de uma obra quanto da outra é estabilizar a foz do Rio Perequê.  

    “Temos uma boa comunicação com a prefeitura de Itapema o que ajuda muito no desenvolvimento desse projeto. A expectativa é que o píer seja construído em 18 a 24 meses, então após as licenças começamos a fundação e depois damos sequência ao projeto”, finaliza.

    Fonte: Brunela Maria/Visor Notícias

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