Questionário aplicado pela Procuradoria da Mulher busca identificar como os jovens reconhecem diferentes tipos de agressão e orientar novas políticas públicas
A Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal de Porto Belo deu início a um levantamento com estudantes da rede escolar do município para diagnosticar a percepção dos jovens sobre a violência doméstica e de gênero. A iniciativa atende à Lei Municipal nº 3.788, aprovada em agosto de 2026, que atribui ao órgão a responsabilidade de compilar estatísticas locais para subsidiar ações de prevenção e enfrentamento.
A aplicação dos questionários começou nesta quarta-feira (23) na Escola de Educação Básica (EEB) Tiradentes, conduzida pelo procurador da Mulher, vereador Altino Júnior, e pela assessora Isabel Martins. O levantamento também contempla os estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) na EBM Professora Nair Rebelo dos Santos e será estendido posteriormente às instituições privadas.
Ao todo, 22 turmas de 8º e 9º anos e da EJA já responderam ao formulário. As informações preliminares indicam que grande parte dos alunos associa a violência predominantemente a agressões físicas, apresentando maior dificuldade em identificar condutas como intimidação, controle e manipulação psicológica — comportamentos também tipificados pela Lei Maria da Penha.
Orientação para a Rede de Proteção
Os dados coletados serão consolidados em um relatório final com apresentação prevista para o fim de outubro aos integrantes da Rede de Proteção Social para Garantia de Direitos do município.
A diretora da EEB Tiradentes, Ana Beatriz Passos, ressaltou a importância de trabalhar o tema no ambiente escolar, lembrando estatísticas estaduais sobre o problema. Segundo dados do Observatório da Violência Contra a Mulher (OVM/Alesc), Santa Catarina registrou 28 feminicídios no primeiro semestre de 2026. “O diagnóstico vai nos ajudar a entender a percepção dos alunos e nos orientar a estruturar uma resposta mais efetiva”, pontuou.











