Operação intensificada entre 30 de outubro e 2 de novembro flagrou mais de 1,2 mil infrações graves, com destaque para excesso de velocidade, ultrapassagens proibidas e embriaguez ao volante
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) encerrou à meia-noite desta segunda-feira (2) a Operação Finados 2026 nas rodovias federais que cortam Santa Catarina. O balanço final da fiscalização, realizada entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro, apontou o registro de 120 acidentes de trânsito, que deixaram 119 pessoas feridas e quatro mortos.
Três das quatro fatalidades ocorreram na sexta-feira (30), primeiro dia da mobilização: um atropelamento de pedestre na BR-101, em Palhoça; uma colisão transversal na BR-470, em Rio do Sul; e uma colisão frontal na BR-470, em Rodeio. O quarto óbito foi registrado no próprio Dia de Finados, segunda-feira (2), em decorrência de um acidente na BR-101, no município de Tubarão.
O levantamento da PRF destacou a alta vulnerabilidade dos motociclistas no trânsito catarinense: metade das vítimas fatais ocupava esse tipo de veículo.
Excesso de velocidade lidera as infrações
Durante os quatro dias de operação, a PRF flagrou 1.216 condutas de risco e infrações nas rodovias federais do Estado. O excesso de velocidade figurou como a desobediência mais recorrente praticada pelos motoristas.
Confira os dados consolidados das infrações:
Velocidade acima do permitido: 612 condutores flagrados;
Ultrapassagens em locais proibidos: 201 autuações;
Falta do cinto de segurança: 163 motoristas ou passageiros sem o equipamento;
Embriaguez ao volante: 98 motoristas dirigindo sob efeito de álcool;
Descumprimento do descanso obrigatório: 51 motoristas profissionais autuados;
Uso de celular ao volante: 50 condutores flagrados manuseando o aparelho;
Transporte inadequado de crianças: 36 ocorrências sem o uso da cadeirinha ou assento de elevação.
A Polícia Rodoviária Federal ressaltou que a Operação Finados 2026 buscou reforçar a presença ostensiva nas pistas e prevenir colisões violentas durante o feriado prolongado. Segundo a corporação, os números demonstram a permanência de comportamentos de alto risco que continuam a comprometer a segurança de motoristas e pedestres no trânsito catarinense.









