Primeira carga de 50 respiradores artificiais já tem data para embarcar e chegar ao Brasil

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Lote de equipamentos aguardava a liberação de autoridades alfandegárias chinesas desde o último dia 27 de abril e deveria ter embarcado no último dia 29

CRISTIANO RIGO DALCIN, FLORIANÓPOLIS.

O primeiro lote de 50 dos 200 respiradores artificiais comprados pelo governo de Santa Catarina por R$ 33 milhões já tem data para deixar a China rumo ao Brasil. Os equipamentos estão em Guangzhou desde o último dia 27 de abril, e de acordo com a Veigamed, empresa fornecedora contratada pelo governo do Estado, serão embarcados no próximo dia 8 e chegarão ao Brasil na noite do próximo dia 9. A empresa deve comunicar nos próximos dias a confirmação das datas dos embarques dos próximos lotes.

De acordo com informações da assessoria da empresa, a liberação da primeira carga pelas autoridades alfandegárias foi atrasada pela pandemia de Covid-19, que “trouxe uma série de adversidades ao comércio internacional, de modo geral”.

Segundo a empresa, a China tem reforçado regras de fiscalização para a exportação de produtos médicos, “o que tem gerado uma série de gargalos logísticos, conforme vem sendo amplamente divulgado pela imprensa”. O embarque dessa primeira carga, com 50 dos 200 respiradores artificiais adquiridos, tinha como data inicial prevista o dia 29 de abril.

Ainda segundo a Veigamed, não há como prever se as próximas três cargas sofreram a mesma demora para liberação de embarque. “Entretanto, a Veigamed está fazendo todos os esforços junto às autoridades alfandegárias da China para obter a liberação imediata dos ventiladores”.

Questionada sobre o destino do encaminhamento da proposta aceita pelo governo do Estado, a Veigamed declarou que a proposta foi encaminhada para a Secretaria Estadual de Saúde de Santa Catarina. Instada a nominar os representantes do governo do Estado que participaram da negociação, a empresa não citou nomes e disse apenas que “não houve negociação” e que a “proposta encaminhada foi aceita”.

A negativa não coincide com os fatos revelados pela reportagem do Intercept Brasil, e que culminaram, inclusive, com troca de e-mails entre representantes do governo e da empresa para a substituição do modelo dos respiradores encomendados pelo governo do Estado.

Questionada sobre a experiência na realização de importações de equipamentos de saúde, a Veigamed afirmou que “tem vasta experiência na importação e comercialização de produtos e equipamentos médicos, hospitalares e cirúrgicos, pois atua neste mercado há 22 anos, com fornecedores nacionais e internacionais”.

Foto: Divulgacão/Paulo Alceu/ND