Profissionais das Delegacias de Defesa da Mulher serão qualificados para atender vítimas de violência doméstica

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Com o objetivo de combater a violência contra a mulher, o Ministério da Justiça e Segurança Pública lança um curso que vai aprimorar e qualificar as delegadas das polícias civis de todos os estados brasileiros e o Distrito Federal. O curso “Formulário Nacional de Avaliação de Risco: saberes transdisciplinares para avaliação e gestão de riscos em contexto de violência doméstica e familiar contra as mulheres” vai reforçar a capacitação dos profissionais para auxiliar as mulheres vítimas de violência. Os profissionais da segurança pública farão um questionário na hora do registro da ocorrência.

A secretária de Gestão e Ensino em Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ana Cristina Melo Santiago, afirma que diante da apuração deste questionário serão adotadas novas medidas de combate à violência contra a mulher. “Esse curso surge com o objetivo de apresentar, a esses profissionais, esse formulário que seja, também, um momento de muita reflexão para que possibilite a correta aplicabilidade e interpretação desse documento tão valioso. Porque, a partir dessa aplicabilidade, dessa interpretação, é muito correta que nós vamos conseguir promover a adoção das intervenções necessárias à proteção integral das mulheres em situação de violência doméstica, familiar e naquele caso concreto que é apresentado”. Para a delegada de Polícia de Defesa da Mulher de Jaboticabal, interior de São Paulo, Andrea Cristiane Fogaça de Souza Nogueira, estas novas políticas a serem implementadas vão contribuir muito no combate a este tipo de crime.

A delegada destaca o aumento no número de agressões contra as mulheres desde o ano passado com o início da pandemia. “Oito mulheres são agredidas por minuto no nosso país. Tudo isso porque, nesse período, ela permaneceu por mais tempo com o seu agressor. Atendimento multidisciplinares, casas de acolhimentos e programas de recuperação ao agressor são extremamente importantes para o combate a este crime”.

As perguntas estabelecidas no Formulário lançado pelo governo vão mapear a situação da vítima, do agressor e o histórico de violência na relação. Com base nas respostas, o encaminhamento do caso pode resultar, por exemplo, em afastamento do agressor do lar, ou direcionamento da mulher a uma casa abrigo.

Rede de Notícias Regional /Brasília