Questão do Viaduto: vereadores querem audiência pública no Sertão

191
Compartilhar

Na primeira sessão do segundo semestre, parlamentares aprovaram requerimento solicitando reunião com Arteris e ANTT

A Câmara Municipal de Porto Belo retomou, nesta semana, os trabalhos no plenário. Após um recesso de duas semanas, os vereadores se reuniram na última segunda-feira (2) para encaminhar as primeiras matérias do segundo semestre. Uma questão pendente de antes da parada, porém, dominou o debate: a polêmica envolvendo o acesso aos bairros Sertão de Santa Luzia e Sertão do Valongo, na BR-101.

A discussão é antiga, mas a solução ainda não surgiu no horizonte. Atualmente, os moradores daquelas comunidades que desejam acessar os demais bairros do município utilizam um retorno na rodovia, próximo à praça de pedágio da concessionária Arteris-Litoral Sul. Só que a manobra é arriscada e existem ocorrências de acidentes. A Câmara Municipal vem há alguns anos cobrando da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), responsável por gerir as rodovias federais, e da Litoral Sul, que tem a concessão sobre o trecho, a construção de um viaduto.

Em março de 2019, por exemplo, representantes da concessionária, do Governo Municipal e do Legislativo discutiram a questão, em reunião na Câmara, ocasião em que foi apresentado um projeto de construção de alças de acesso aos bairros. Dois anos depois, porém, essas obras ainda não entraram no cronograma da empresa. Por outro lado, houve novo aumento nas tarifas de pedágio, o que levou os vereadores a reacender a polêmica. Com isso, durante a sessão de segunda-feira foi aprovado um requerimento, assinado por todas as bancadas, pedindo que seja marcada uma audiência pública no bairro Sertão de Santa Luzia.

Os vereadores querem que os técnicos da ANTT e da Litoral Sul, além de representantes da bancada catarinense em Brasília com acento nas comissões de Serviços e Infraestrutura (caso do senador Dário Berger) e de Viação e Transportes (caso do deputado federal Carlos Chiodini, ambos do MDB) sejam confrontados com a comunidade e lideranças locais, com o objetivo de obter dessas partes um compromisso com a execução da obra. “Não adianta a gente ir lá [na ANTT] e discutir. Precisamos conversar com eles aqui, e com as pessoas, senão isso vai sair do papel”, afirmou na tribuna Diogo Santos (MDB).

A audiência pública ainda não tem data definida. Os vereadores esperam realizá-la entre agosto e setembro. Para isso, contam com a intervenção de Chiodini e Berger para garantir a presença de representantes da ANTT na cidade.