Rayssa Leal faz história no skate: aos 13 anos, Fadinha é prata nas Olimpíadas

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Mais jovem atleta brasileira da história dos Jogos, ela subiu ao pódio entre duas japonesas na estreia da modalidade nos Jogos

Na segunda-feira (26), o Brasil conquistou mais uma medalha nas Olimpíadas de Tóquio. Rayssa Leal, de apenas 13 anos, garantiu o segundo lugar na competição de skate feminino na modalidade Street. A atleta, conhecida como “fadinha” nas redes sociais, já é considerada um fenômeno. Prova disso é que a adolescente integra a seleção brasileira de skate desde quando tinha 11 anos.

A informação surpreendeu muita gente e, é claro, rendeu uma série de memes nas redes. “Primos da Rayssa já programando ficar pelo menos uns 3 anos sem ir nos almoços em família”, disse um usuário. Em resposta, um amigo brincou: “E sua prima que ganhou medalha de prata e você não lava nem a louça de casa”.
Além da idade da atleta, outro fator que chamou a atenção foi a relação próxima de Rayssa com o lendário Tony Hawk.
A nossa “fadinha” terminou no meio de um pódio com duas japonesas. Momiji Nishiya, também de 13 anos, levou o ouro com 15.26, enquanto Funa Nakayama, de 16, terminou com o bronze com 14.49. A anfitriã mais bem cotada, Aori Nishimura, atual campeã mundial e número 3 do mundo, terminou no oitavo lugar.

Quem é a Fadinha
Tímida e de poucas palavras, Jhulia Rayssa Mendes Leal era mais uma criança que gostava de praticar skate em Imperatriz, no sudoeste do Maranhão, quando seu dom para o esporte apareceu para o mundo, em 2015. Em um 7 de setembro, aos sete anos de idade, em meio aos colegas, ela insistia em acertar uma manobra conhecida como “heelflip”, considerada bem difícil. Após diversas quedas e tentativas, Rayssa enfim teve êxito.
Para chegar aos Jogos com 13 anos, obviamente ela é resultado de um sucesso muito rápido. Aos 11, foi campeã brasileira, mesma temporada em que se tornou a mais jovem a ganhar uma etapa do circuito mundial. Também chegou ao vice-campeonato do mundo em 2019.

A ida para a final olímpica foi de alegria para Rayssa, mas frustrante para as outras brasileiras, que ficaram fora: Pâmela Rosa, 22, atual número 1 do ranking e campeã mundial em 2019, e Leticia Bufoni, 28, maior vencedora dos X Games e um dos grandes nomes da história.