Rede de Ação Política pela Sustentabilidade visita suas lideranças em SC

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A organização com mais de 500 integrantes pelo Brasil e 45 catarinenses defende o empreendedorismo e maior participação feminina na política.

A Diretoria Executiva da Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (RAPS), organização que apoia a formação de lideranças políticas com o objetivo de fortalecer e aperfeiçoar a democracia e as instituições, visita seus membros em Santa Catarina na terça e na quarta-feira, dias 28 e 29 de agosto. Os membros da RAPS são parlamentares com mandato, gestores em funções públicas e candidatos em campanha eleitoral.

As visitas na Capital, em Balneário Camboriú, Itajaí e Blumenau permitem à organização observar algumas dinâmicas de trabalho de membros que já passaram por uma intensa formação. A RAPS defende o empreendedorismo e a sustentabilidade na política.

A RAPS foi fundada em 2012, em São Paulo, e possui 559 integrantes pelo país. Em 2016, estabeleceu um comitê estadual em Santa Catarina, como uma experiência pioneira para regionalizar as ações da RAPS pelo Brasil. A RAPS integra membros de 26 partidos políticos. Em SC, são 45 membros.

A Diretora Executiva da organização, Mônica Sodré, que acompanha a visita, é Doutora em Relações Internacionais pela Universidade de São Paulo (USP). Ela explica que a RAPS compreende a complementaridade das dimensões ambiental, social e econômica. A organização defende a política como estratégia para alcançar o equilíbrio entre essas dimensões e a construção de uma sociedade mais justa, próspera, solidária, democrática e sustentável.

“A maneira como se produz e se desenha a política, os sistemas eleitoral e partidário, o pacto federativo, a distribuição de recursos e as relações entre poderes impactam a qualidade e a produção de políticas públicas. Assim, precisamos trazer a dimensão política como a quarta dimensão da sustentabilidade”, comenta a Diretora Executiva.

Agenda nas quatro cidades

A Diretora Executiva encontra o comitê RAPS SC para um almoço de trabalho na terça-feira (28), em Florianópolis, visitando seus membros na câmara de vereadores e na prefeitura da capital da capital durante a tarde. São membros da RAPS em Florianópolis, lideranças como o vereador Pedro de Assis Silvestre e a Secretária de Segurança e Chefe da Guarda Municipal Maryanne Mattos.

Na quarta-feira (29) os membros da RAPS se encontram com membros em Balneário Camboriú (10h30) e Itajaí (12h) para trocar experiências sobre o processo eleitoral e propostas para a ação política no Estado. Em Blumenau (16h), Mônica Sodré e o comitê RAPS SC serão recebidos pelo Prefeito Mário Hildebrandt, que entrou na rede em 2017. Estarão presentes lideranças RAPS de Blumenau e região, como a vereadora Franciele Back, de Gaspar.

Mônica Sodré tem percorrido o Brasil apoiando as ações nos Estados, a fim de fortalecer as relações entre os membros e com as comunidades. A RAPS busca resgatar o interesse das pessoas pela participação política e atua para ampliar a participação feminina na política. Um dos principais objetivos em Santa Catarina é divulgar a Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (RAPS), sensibilizando lideranças políticas e pessoas interessadas para o processo seletivo de membros, que acontece ao final de cada ano.

Sobre a RAPS – A Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (RAPS) é uma organização pioneira na política brasileira fundada em maio de 2012, com a missão de contribuir para a melhoria da qualidade da democracia no país. O trabalho é realizado em cinco etapas: atração, seleção, formação, apoio e monitoramento de lideranças políticas – com e sem mandatos eletivos – comprometidas com a ética, a transparência e a sustentabilidade. A RAPS atua promovendo formações regulares, nas quais aborda estratégias de campanha, mandatos e sustentabilidade na gestão pública. Além do acesso às formações, os membros admitidos na seleção realizada pela organização entram em contato com uma rede de pessoas com interesses comuns e que se apoiam mutuamente pelas trocas de experiência e compartilhamento de conhecimento.

Seleção de membros

Desde 2013, seleção de lideranças para a formação em cursos da RAPS e o ingresso na rede se dá por meio de um edital de seleção, buscando representantes de todas as regiões. A rede procura ampliar a participação das mulheres, valorizando sua ação política, assim como agregar o ingresso de novas siglas na RAPS.

Manutenção da RAPS

As atividades e projetos da organização são mantidos com base em doações de pessoas físicas e pessoas jurídicas sem fins lucrativos. A organização não recebe recursos de governos, partidos ou empresas. Em 2017, 324 pessoas físicas e cinco instituições sem fins lucrativos foram os doadores. As atividades oferecidas pela organização para seus membros são todas gratuitas e não há aporte de recursos financeiros, salvo eventuais custos logísticos.

Visão de sustentabilidade na política

Quando se fala sobre sustentabilidade há uma associação quase imediata a questões ambientais. A RAPS entende que o desenvolvimento sustentável depende não somente das dimensões ambiental, social e econômica, mas também de uma quarta dimensão – a político institucional. A governança, aqui entendida como “sustentabilidade institucional”, exige no plano político tanto reformas políticas quanto mudanças culturais, a começar pela ressocialização da classe política e a formação de novas lideranças com o objetivo de fortalecer e empoderar a sociedade civil, com objetivo de modificar a produção e gestão de políticas públicas, de modo que essas possam, ao mesmo tempo:

Evitar que o crescimento econômico beneficie apenas uma minoria;

Fomentar o aumento da eficiência ecológica – reduzindo as perdas ambientais potencialmente importantes.

Mônica Sodré

Diretora Executiva da Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (RAPS) – É Doutora em Relações Internacionais pela Universidade de São Paulo (USP), Mestre e Graduada em Ciência Política pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). É professora de pós-graduação da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), colunista mensal do blog Legis-Ativo do Estadão, professora de Ciência Política em iniciativas livres de educação política da Oficina Municipal e da Fundação Konrad Adenauer, em São Paulo