Relatório do Banco Mundial recomenda ao Brasil atenção aos trabalhadores informais e alterações no seguro-desemprego

207
Compartilhar

O Banco Mundial recomendou, ao governo brasileiro, que faça mudanças no seguro- desemprego, que é o auxílio pago aos trabalhadores que são demitidos. Outra
recomendação é que dê mais atenção às políticas de inclusão aos trabalhadores informais, aqueles que trabalham por conta, sem registro em carteira. O relatório do Banco Mundial, Emprego em Crise: Trajetória para Melhores Empregos na América Latina Pós-Covid-19, diz que a crise provocada pela pandemia deve afetar os empregos e salários no Brasil por nove anos. O prefeito de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, Duarte Nogueira, concorda que os trabalhadores da informalidade precisam de mais proteção. Segundo ele, estas pessoas acabam sofrendo mais, por ter menos estudo.

“Aonde você tem um nível de escolaridade menor, menor atratividade para o aspecto remuneratório. E ele também aponta que, apesar do Brasil ter um sistema de seguro desemprego bem colocado, ele é mais oneroso e tem um curto espaço de tempo para atender o cidadão que se desempregou. Mas nós precisamos pensar nas pessoas dotrabalho informal que estão passando fome, estão sem dinheiro para comprar comida, comprar gás, pagar as suas contas. Então, eu acho que o estudo nos dá um bom aconselhamento”. Para o economista José Aníbal, o país precisa preparar mais os futuros profissionais.

De acordo com ele, a pessoa mais qualificada permanece mais tempo empregada. Ele ressalta que existem meios para levantar mais recursos para a qualificação profissional e aperfeiçoar o seguro-desemprego. “No caso dos informais, uma qualificação menor, mais uma qualificação que não dispense conhecimento de informática e uma formação adequada para ele ter uma inserção produtiva no mercado de trabalho.
O Brasil concede incentivos e benefícios fiscais da ordem de R$ 300 bilhões por ano. Dá para reduzir uns 20% esses incentivos. Seriam 60 bilhões de reais que constituiriam um fundo, seja para auxílio desemprego, seja para qualificação”, analisa. Hoje, o valor do seguro-desemprego vai de R$ 1.100 mil ao teto, que chega a R$ 1.911,84. A pessoa recebe de três a cinco parcelas, dependendo do período em que ela trabalhou com registro em carteira. O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco, disse que o foco do governo com a pandemia é inserir os trabalhadores informais no mercado de trabalho.

Rede de Notícias Regional /Brasília