SACADAS DA MORTE

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Tragédia em Itapema

Um acidente grave foi registrado na manhã de ontem, na rua 272, no bairro Meia Praia. Dois trabalhadores realizavam obras em sacadas de um prédio já pronto, quando as mesmas despencaram, tirando a vida de ambos. Obra estava com alvará regular.

 Da redação

Quatro sacadas de um prédio, localizado na rua 272, no bairro Meia Praia, em Itapema, vieram abaixo vitimando duas pessoas que trabalhavam no local. O triste acidente aconteceu no final da manhã de ontem, a rua e o prédio tiverem que ser interditados por horas até remoção dos corpos, que ficaram soterrados nos escombros.

Informações iniciais davam conta de que as duas pessoas que morreram seriam pai e filho. Eles teriam uma empresa familiar e realizavam a reforma de sacadas em um prédio na rua 272, no bairro Meia Praia. Entretanto, com o trabalho de resgate, foi confirmado a identificação das vítimas.

Quem eram

A primeira vítima a ser identificada foi Irineu Antônio Correia, de 55 anos, ele era um dos trabalhadores. Irineu, seu filho e mais um homem trabalhavam na instalação de sacadas do um prédio. A princípio, a informação era a de que pai e filho seriam as vítimas do acidente, mas o filho de Irineu não morreu. O filho, muito abalado, disse que viu seu pai ainda com vida sob os escombros pedindo ajuda. Ele não resistiu e morreu no local do acidente. Irineu morava na esquina da rua do acidente. A primeira vítima foi retirada por volta das 14h20 e a segunda às 14h50. Os dois homens trabalhavam no terceiro andar do prédio quando a estrutura que ficava acima da sacada desabou. As imagens do circuito de monitoramento de um prédio da rua 272 flagrou a queda por volta das 10h.

A segunda vítima do acidente trata-se de Wilson Buss, de 58 anos, morador de Itapema.

Wilson trabalhava junto com Irineu Antônio Correia na obra, quando a laje da sacada do quarto andar desabou e acertou os dois, que estavam no terceiro andar, e o restante das sacadas abaixo. Os dois faziam a retiradas das escoras de sustentação da laje quando ela caiu.

Prédio não sofreu dano

Conforme o relatório parcial dos Bombeiros, a edificação foi evacuada e não foi constatado risco estrutural no prédio. A obra tinha alvará emitido em setembro do ano passado e com validade de 12 meses. O IGP (Instituto Geral de Perícias) realizou a perícia da obra. O prazo inicial para o laudo é de 10 dias, mas pode ser prorrogado. O resultado será importante para apurar também possíveis falhas no uso de equipamentos de segurança. Até o fechamento desta, não haviam informações sobre o velório e sepultamento das vítimas.