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domingo, julho 14, 2024
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    Santa Catarina tem fila de transplantes cardíacos zerada

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    Santa Catarina registrou, no período compreendido entre janeiro e agosto deste ano, um total de cinco procedimentos de transplante de coração, conforme os dados fornecidos pela Secretaria de Estado da Saúde (SES). Nesta terça-feira (29), não havia pacientes cadastrados na fila para receber o órgão no estado.
    Joel de Andrade, o coordenador responsável pelos transplantes em Santa Catarina, destacou que o tempo médio de espera na fila por um transplante cardíaco é de aproximadamente quatro meses. Além disso, Andrade mencionou que o estado realiza entre 8 e 10 cirurgias desse tipo por ano, o que é “uma realidade fora do esperado pelo número de dados epidemiológicos do Brasil e de outros países”.
    A nível nacional, dados divulgados pelo Ministério da Saúde indicam que, no período de 19 a 26 de agosto deste ano, foram realizados um total de 11 transplantes de coração em todo o país. Desse total, sete procedimentos ocorreram no estado de São Paulo. A divulgação dos dados ocorreu após o conhecido apresentador Faustão passar por um transplante no último domingo (27). O Ministério ressaltou que a priorização de Faustão na fila de espera se deu em virtude do seu delicado estado de saúde.

    Como funciona a fila
    A gravidade do quadro do paciente é levada em conta na formação da lista de espera por um coração. Quem necessita de internação constante tem prioridade em relação à pessoa que aguarda o órgão em casa.
    — Quando faz transplante de coração são alguns dados que contam. A primeira questão é uma fila para cada tipo sanguíneo. Dentro da fila, o tempo de espera, assim como a gravidade são os pontos principais. O segundo aspecto é a questão da antropometria, peso e altura do paciente — explica o coordenador.
    Conforme ele, quando há um órgão “disponível para transplante” é necessário que o tipo sanguíneo seja compatível com o paciente. Por esse motivo, o primeiro na lista de espera nem sempre será atendido com prioridade.
    A última cirurgia de transplante em Santa Catarina foi realizada no dia 25 de agosto, quando a paciente ficou por cerca de 14 dias na espera. Geralmente, a lista é montada da seguinte forma:

    • ordem cronológica de cadastro;
    • gravidade do quadro;
    • tipo sanguíneo – um paciente só pode receber um órgão de um doador que tenha o mesmo tipo sanguíneo que ele;
    • porte físico – alguém alto e mais pesado não pode receber o coração de um doador muito mais baixo e magro que ele;
    • e distância geográfica – o órgão precisa ser retirado do doador e transplantado no receptor em um intervalo de até 4 horas. Ou seja: não é possível fazer a ponte entre duas pessoas que estejam muito distantes uma da outra.

    Fonte: NSC Total

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