Sobe para 17 o número de casos de dengue confirmados em Santa Catarina

472
Compartilhar

Alerta
Segundo a Dive- SC, dos nove casos contraídos dentro do Estado, seis deles tem Florianópolis como local de provável infecção

O número de casos confirmados de dengue em Santa Catarina subiu para 17, de acordo com o novo boletim divulgado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC) na quinta-feira. Entre o dia 9 e o dia 23 de fevereiro, houve aumento de seis casos, sendo cinco contraídos fora do Estado. Em 2018, entre dezembro e fevereiro, haviam sido confirmados apenas quatro casos da doença no Estado.

77 municípios estão infestados pelo mosquito da dengue em SC

De 30 de dezembro até agora já foram notificados 550 casos, fora os 17 confirmados, outros 314 estão descartados e 219 ainda estão sob investigação. Na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram notificados 471 casos, houve aumento de 17%. Do total de pessoas com a doença, nove foram infectadas dentro do Estado, com local de possível transmissão em Florianópolis (6) _ moradores de Biguaçu, Florianópolis e São José _ e em Itajaí (2) e Joinville (1).

Nos oito casos importados, o local de possível infecção, segundo a Dive, foi São Paulo, Acre, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Nesses casos os pacientes são moradores de Blumenau, Florianópolis, Palmitos, Seara e Xanxerê.

Ainda de acordo com a Dive-SC, entre o fim de dezembro e o dia 23 de fevereiro, foram identificados 5,9 mil focos do mosquito Aedes aegypti em 142 municípios. Comparado ao mesmo período de 2018, quando foram identificados 3.578 focos em 111 municípios, houve um aumento de 66,2%. Ao todo, 77 cidades são consideradas infestadas.

Febre chikungunya

Entre dezembro do ano passado a 23 de fevereiro deste ano, foram notificados 94 casos de febre chikungunya em SC. Desses, um foi confirmado, 23 foram descartados e 70 permanecem como suspeitos. Em comparação com o último boletim, houve a confirmação de um caso importado, morador de Florianópolis, com local de provável infecção no Pará.

Na comparação com o mesmo período de 2018, quando foram notificados 82 casos, foi registrado aumento de 15% (94 casos notificados). Já referente aos casos positivos, no mesmo período do ano passado, havia sido confirmado três casos autóctones e três importados.

Zika vírus

Também entre dezembro e 23 de fevereiro, foram notificados 18 casos de zika vírus em SC, sendo que cinco foram descartados e 13 permanecem como suspeitos. Na comparação com o mesmo período de 2018, quando foram notificados 29 casos, houve redução de 38% (18 casos notificados).

Dicas de prevenção

Coloque areia nos vasos de plantas

O uso de pratos nos vasos de plantas pode gerar acúmulo de água. Há três alternativas: eliminar esse prato, lavá-lo regularmente ou colocar areia. A areia conserva a umidade e ao mesmo tempo evita que e o prato se torne um criadouro de mosquitos.

Seja consciente com seu lixo

Não despeje lixo em valas, valetas, margens de córregos e riachos. Assim você garante que eles ficarão desobstruídos, evitando acúmulo e até mesmo enchentes. Em casa, deixe as latas de lixo sempre bem tampadas.

Limpe as calhas

Grandes reservatórios, como caixas d’água, são os criadouros mais produtivos de dengue, mas as larvas do mosquito podem ser encontradas em pequenas quantidades de água também. Para evitar até essas pequenas poças, calhas e canos devem ser checados todos os meses, pois um leve entupimento pode criar reservatórios ideais para o desenvolvimento do Aedes aegypti.

Piscinas e aquários

Piscinas pode se tornar foco de dengue – por isso, a atenção deve ser redobrada com a limpeza em épocas de surto. Já no caso dos aquários, peixes são grandes predadores de formas aquáticas de mosquitos.

Uso de inseticidas e larvicidas

Tanto os larvicidas quanto os inseticidas distribuídos aos estados e municípios pela Secretaria de Vigilância em Saúde têm eficácia comprovada, sendo preconizados por um grupo de especialistas da Organização Mundial da Saúde.

Os larvicidas servem para matar as larvas do mosquito da dengue. São aqueles produtos em pó, ou granulado, que o agente de combate a dengue coloca nos ralos, caixas d’água, enfim, nos lugares onde há água parada que não pode ser eliminada.

Coloque desinfetante nos ralos

Ralos pequenos de cozinhas e banheiros raramente tornam-se foco de dengue devido ao constante uso de produtos químicos, como xampu, sabão e água sanitária. Entretanto, alguns ralos são rasos e conservam água estagnada em seu interior. Nesse caso, o ideal é que ele seja fechado com uma tela ou que seja higienizado com desinfetante regularmente.