Quatro animais resgatados e adestrados pelo DABA/FAACI estão prontos para encontrar tutores responsáveis e ter um novo recomeço na Costa Esmeralda
Por trás de um olhar arredio ou de uma reação defensiva, quase sempre existe um passado marcado por dor, dor e abandono. Essa era a realidade de Pit, Chip, Ferrugem e Bartolomeu. Eles chegaram ao atendimento do Departamento de Bem-Estar Animal (DABA), vinculado à Fundação Ambiental de Itapema (FAACI), com traumas profundos e histórico de agressividade. Hoje, após um intenso processo de recuperação e ressocialização, os quatro cães estão prontos para escrever uma nova história ao lado de famílias dispostas à adoção responsável.
Dos quatro cães que aguardam por um lar, três são sem raça definida (SRD) e um é o Bartolomeu, um pitbull de pelagem marrom. A transformação do comportamento do grupo foi possível graças a um trabalho especializado realizado em parceria com o Centro de Treinamento Origens Bull Kennel Club, em Santo Amaro da Imperatriz. No local, os animais passaram por adestramento comportamental, manejo individualizado, criação de vínculo e rotina estruturada.
Entender o trauma para reabilitar com responsabilidade
Especialistas e protetores ressaltam que o comportamento agressivo em animais resgatados raramente é uma característica natural; na maioria das vezes, é uma resposta defensiva ao medo e aos abusos sofridos anteriormente. Sem um trabalho de acompanhamento, a chance de insucesso em uma nova adoção é alta.
A presidente da FAACI, Luciana Saramento, reforça que a reabilitação é uma etapa indispensável para garantir a segurança da comunidade e a qualidade de vida do próprio animal. “Não adianta recolher e depois devolver o problema para a rua. Se o cão chega com um histórico de maus-tratos e comportamento agressivo, ele precisa desse acompanhamento antes de ir para uma nova casa. É esse processo que aumenta as chances de uma adoção dar certo e reduz o risco de devolução”, explica Luciana.
Como funciona o perfil para adoção
Por terem passado por um processo rigoroso de adaptação, a equipe técnica recomenda que os adotantes tenham perfil adequado para manter a evolução do comportamento dos cães. É fundamental que os interessados possuam espaço físico adequado, tempo e experiência para conduzir a fase inicial de adaptação no novo lar.
Além disso, a orientação principal é que esses cães sejam adotados por famílias que não possuam outros animais de estimação na residência, garantindo uma transição mais calma e focada na adaptação individual.
Atenção estendida aos cães comunitários
O trabalho de ressocialização promovido pela FAACI não se limita apenas aos animais recolhidos em situações críticas de maus-tratos. O programa também acolhe e avalia cães comunitários que apresentam comportamento agressivo e contam com histórico de ocorrências nos bairros.
Antes de qualquer medida, a equipe faz uma análise detalhada do histórico do animal e do risco oferecido no espaço urbano. Dependendo do caso, o cão é recolhido e direcionado para o adestramento. A iniciativa já apresentou resultados concretos: cães que viviam na região da praia e no bairro Morretes foram reabilitados e, com o apoio da própria equipe, já encontraram novos Lares.
Serviço e contato para adotar
Quem tiver interesse em dar uma nova oportunidade para o Pit, Chip, Ferrugem ou Bartolomeu pode entrar em contato direto com as equipes responsáveis para agendar uma entrevista de avaliação do perfil do adotante:
DIBEA / DABA (WhatsApp): (47) 9746-9689 ou (47) 98840-4733
Instagram oficial: @dabaitapema











