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terça-feira, julho 7, 2026
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    Gaeco mira esquema de fraudes em licitações de shows e cumpre mandados em Itapema e outras cidades

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    Megaoperação investiga suspeita de cartel, pagamento de propinas e lavagem de dinheiro envolvendo contratos para apresentações de artistas nacionais em municípios catarinenses.

    Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) mobilizou equipes na manhã desta terça-feira (7) em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul para desarticular um suposto esquema de cartel e fraudes em licitações destinadas à contratação de shows com artistas nacionais.
    Batizada de Operação Pão e Circo, a ação cumpre 50 mandados de busca e apreensão em 19 municípios catarinenses e em Porto Alegre (RS). Em Itapema, um empresário foi preso preventivamente por determinação da Justiça. Também foi determinado o afastamento do prefeito de Governador Celso Ramos, Marcos Henrique da Silva (PL), durante o andamento das investigações.
    Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), cerca de R$ 9 milhões em bens e valores foram bloqueados como parte das medidas judiciais.

    Suspeita de cartel e manipulação de licitações
    De acordo com as investigações, empresários do setor de eventos teriam formado um cartel para direcionar licitações públicas destinadas à contratação de shows, eliminando a concorrência e manipulando preços.
    O esquema também envolveria pagamento e recebimento de propinas para favorecer contratos públicos, além da utilização de mecanismos de lavagem de dinheiro para ocultar os recursos obtidos de forma ilícita.
    Além de empresários, a investigação alcança agentes públicos e ex-agentes públicos que, segundo o Gaeco, teriam participado da organização.

    Mandados em diversas cidades
    As diligências foram realizadas em residências, empresas e órgãos públicos de municípios como Itapema, Porto Belo, Bombinhas, Governador Celso Ramos, Brusque, Palhoça, Indaial, Mafra, Canoinhas, São Bento do Sul, Apiúna, Aurora, Laurentino, Pouso Redondo, Três Barras, Itaiópolis, Santa Terezinha e Abdon Batista, além de Porto Alegre.
    Entre os locais vistoriados estão a residência do ex-prefeito de Bombinhas, Paulinho, e a Câmara de Vereadores de Governador Celso Ramos.

    Investigação continua
    Além dos mandados de busca e da prisão preventiva, a Justiça determinou medidas cautelares como a proibição de contato entre investigados e testemunhas, restrições para contratar com o poder público e impedimento de acesso a repartições municipais por parte de alguns envolvidos.
    Todo o material apreendido será encaminhado para perícia da Polícia Científica. As investigações prosseguem sob coordenação do Ministério Público de Santa Catarina, que busca identificar a extensão do suposto esquema e a participação de todos os envolvidos.

    FONTE: ND Mais

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