Gastroenterologista e advogada de Camboriú são alvos de operação que cumpriu mandados em nove cidades de SC; médico atirou no pé de policial durante a prisão
Uma megaoperação liderada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) desarticulou, nesta terça-feira (5), um esquema criminoso que utilizava atestados médicos falsos para fundamentar pedidos de liberdade ou prisão domiciliar em Itajaí. A Operação Efeito Colateral resultou na prisão preventiva do médico gastroenterologista Marcelo Marques Costa e da advogada Amanda Letícia Moraes Cunha, ambos com atuação em Camboriú.
Segundo as investigações do Ministério Público de Santa Catarina, a advogada atuava em conluio com o médico para a emissão de documentos ideologicamente falsos, simulando doenças graves inexistentes. Os principais beneficiados eram lideranças criminosas que, uma vez em prisão domiciliar, frequentemente rompiam as tornozeleiras eletrônicas e tornavam-se foragidos. Além dos dois profissionais, a secretária do médico e um homem beneficiado pelo golpe também foram presos.
Confronto e Apreensões
Durante o cumprimento do mandado de prisão, o médico Marcelo Marques Costa disparou contra um policial, atingindo-o no pé. Ao todo, 37 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em cidades como Itapema, Porto Belo, Camboriú, Balneário Camboriú e Itajaí. A polícia apreendeu mais de R$ 100 mil em espécie, três armas de fogo, munições, 18 celulares e diversos documentos que comprovam ajustes para a elaboração de diagnósticos falsos. As defesas dos investigados informaram que aguardam acesso integral ao processo para se manifestar, sustentando a inocência de seus clientes.
RESUMO DA OPERAÇÃO:
Alvos Principais: Marcelo Marques Costa (médico) e Amanda Letícia Moraes Cunha (advogada).
Locais das buscas em SC: Camboriú, Itajaí, Balneário Camboriú, Barra Velha, Gaspar, Navegantes, Joinville, Itapema e Porto Belo.
O esquema: Emissão de diagnósticos falsos para retirar líderes de facções do sistema penitenciário.
Apreensões: Dinheiro (mais de R$ 100 mil), armas, munições e celulares.
FONTE: NSCTOTAL











