Criminosos usam perfis falsos em plataformas como o Roblox para ganhar confiança de crianças; Delegacia já registra casos de assédio e pedido de fotos íntimas.
O ambiente aparentemente inofensivo dos jogos eletrônicos acendeu um sinal de alerta máximo para as autoridades policiais de Itapema. A Delegacia da Comarca emitiu um comunicado urgente sobre o aumento de abordagens suspeitas contra crianças e adolescentes em plataformas de jogos online, com destaque para o popular Roblox. Segundo a Polícia Civil, criminosos adultos estão criando perfis falsos, fingindo ser outras crianças, para iniciar conversas, ganhar a confiança dos menores e, posteriormente, praticar assédio e solicitar o envio de imagens íntimas.
O perigo por trás do avatar
O “modus operandi” dos suspeitos envolve um processo de convencimento que pode durar dias ou semanas. Após estabelecerem um laço de “amizade” virtual dentro do jogo, os criminosos tentam migrar a conversa para aplicativos de mensagens privados. De acordo com o Delegado responsável, um caso dessa natureza já foi registrado oficialmente no município, confirmando que a ameaça é real e local.
As condutas descritas enquadram-se em crimes graves previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), como aliciar, assediar ou constranger criança com finalidade sexual. “Muitos desses criminosos têm grande habilidade em mimetizar o comportamento infantil para não levantar suspeitas. A supervisão dos pais não é invasão de privacidade, é proteção”, destaca a autoridade policial.
Como identificar e agir
A orientação da Polícia Civil é clara: ao menor sinal de abordagem insistente ou pedidos de informações pessoais e fotos, o contato deve ser interrompido imediatamente. É fundamental que os pais mantenham um diálogo aberto sobre os perigos da rede e monitorem com quem seus filhos estão interagindo nos chats globais dos jogos.
Em caso de suspeita, o primeiro passo é não apagar as mensagens. Elas servem como prova técnica para a investigação. O registro de capturas de tela (prints) é essencial para que a delegacia possa rastrear a origem do perfil e identificar o autor, evitando que outras crianças se tornem vítimas.











