Lombada recém-instalada em rua central de Itapema provoca acidente grave e reacende debate sobre descaso com a segurança viária
A ausência de sinalização em uma lombada recém-instalada quase custou a vida de um jovem em Itapema. Na noite de terça-feira (12), Rhuan Bordim, sobrinho da diretora do Jornal A Hora, Berenice Bordim, trafegava de moto pela Rua 116 C, no Centro, quando foi surpreendido pelo obstáculo colocado atrás do colégio Olegário Bernardes. Sem aviso visual, não houve tempo para frear e a queda foi inevitável.
O impacto derrubou Rhuan e provocou um efeito em cadeia, atingindo cinco motocicletas que estavam paradas na via. O jovem sofreu escoriações, fraturou o braço e foi levado ao hospital. A equipe de resgate destacou que, diante da gravidade, ele teve “muita sorte” de escapar com vida.
Moradores afirmam que a falta de placas, pintura ou qualquer advertência é reflexo de uma negligência recorrente no município. “Itapema virou um canteiro de obras, mas a irresponsabilidade de alguns pode custar caro. Como instalam uma lombada numa rua movimentada sem sinalizar? Como as pessoas vão saber?”, criticou Berenice.
Casos semelhantes já foram denunciados pela comunidade, que aponta riscos tanto em obras executadas pela Prefeitura quanto por construtoras privadas. O problema, além de expor motoristas e pedestres, aumenta a sensação de abandono em relação à segurança viária.
Entramos em contato com a Comunicação da Prefeitura Municipal, que nos deu o seguinte retorno sobre o caso:
1 – Quando e por qual órgão ou empresa foi instalada a lombada na Rua 116 C, atrás do Colégio Olegário Bernardes?
A lombada foi construída recentemente pela equipe de Obras e Sinalização do Departamento Municipal de Trânsito (DETRAMI), órgão responsável pela instalação, sinalização e pintura desses dispositivos no município, sempre seguindo as normas técnicas vigentes.
2 – Como é feito o processo de instalação e pintura de uma lombada?
O processo ocorre em etapas. Primeiro, é feita a instalação física da estrutura pela equipe de obras, de acordo com o padrão técnico. Em seguida, é instalada a sinalização vertical (placa) para advertir os motoristas. A pintura (sinalização horizontal) só é executada após a completa secagem do material, garantindo maior durabilidade e melhor visibilidade.
3 – Qual o motivo da ausência de sinalização no momento do acidente?
No caso específico da Rua 116 C, a lombada já contava com placa de advertência instalada e com cones e cavaletes para reforço provisório até a pintura definitiva. No entanto, esses dispositivos temporários foram retirados por terceiros em ato de vandalismo, comprometendo a sinalização até a finalização da obra. A pintura ainda não havia sido feita porque o material da lombada precisava secar completamente antes da aplicação.
4 – Há fiscalização para garantir que serviços executados por construtoras ou terceiros sejam devidamente sinalizados?
Sim. O DETRAMI fiscaliza e pode notificar ou autuar empresas e responsáveis que realizam intervenções sem a devida sinalização. Porém, não é possível manter equipes em todos os pontos 24 horas por dia, por isso é fundamental que a população respeite e preserve os dispositivos de segurança instalados. No caso da Rua 116 C, a sinalização temporária foi comprometida por vandalismo, com a retirada de cones e cavaletes.
5 – Quais medidas serão adotadas para evitar que acidentes semelhantes ocorram no futuro?
A pintura será realizada assim que o material estiver completamente seco, garantindo a durabilidade e a visibilidade adequadas. Também haverá reforço na fiscalização e no monitoramento das áreas de obra, além de ações educativas para conscientizar a população sobre a importância de não remover a sinalização e evitar atos de vandalismo que colocam em risco a segurança de todos.











