Ação apura suspeitas de irregularidades em serviços de home care no Rio Grande do Sul; Prefeitura afirma que não há relação com a administração municipal
Uma investigação sobre suspeitas de fraudes em serviços de assistência domiciliar à saúde, conhecidos como home care, chegou a Itapema nesta terça-feira (20). A Operação Home Cash, coordenada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), cumpriu um mandado de busca e apreensão no município, com apoio do GAECO do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
A apuração envolve possíveis irregularidades em atendimentos custeados pelo governo gaúcho e pelo IPE Saúde. Ao todo, cerca de 50 agentes cumpriram oito mandados de busca e apreensão contra 15 alvos em Itapema e nas cidades gaúchas de Erechim e Passo Fundo.
A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores até o limite de R$ 11,3 milhões, além do sequestro de veículos e imóveis relacionados à investigação. O valor corresponde ao limite da medida patrimonial autorizada, e não a um prejuízo definitivamente comprovado.
Suspeitas investigadas
Segundo o Ministério Público, o grupo investigado teria apresentado laudos médicos e orçamentos em processos judiciais relacionados ao custeio de atendimentos domiciliares. Entre os indícios apurados estão cobranças por serviços em quantidade superior à efetivamente prestada aos pacientes.
Os investigadores também analisam movimentações financeiras entre pessoas e empresas ligadas aos alvos, além da possível aquisição de bens registrados em nome de terceiros. As medidas buscam reunir provas, identificar o fluxo dos recursos e dimensionar eventuais prejuízos aos cofres públicos.
A investigação começou após uma notícia-crime encaminhada pela Procuradoria-Geral do Estado do Rio Grande do Sul (PGE-RS). A Home Cash é um desdobramento das operações Gollum I, de dezembro de 2024, e Gollum II, de março de 2026, que apuraram suspeitas semelhantes envolvendo recursos destinados ao atendimento domiciliar.
Prefeitura se manifesta
Após a operação, a Prefeitura de Itapema divulgou nota afirmando que a investigação não tem relação com a administração municipal ou com agentes públicos da cidade. O Executivo destacou que a apuração é conduzida pelo Ministério Público gaúcho e envolve serviços custeados pelo governo do Rio Grande do Sul e pelo IPE Saúde.
O endereço onde foi cumprido o mandado e a identidade do alvo em Itapema não foram divulgados. A investigação segue sob sigilo judicial, e as suspeitas ainda estão sendo apuradas.
Fonte: MPRS e ND Mais.
Nota de esclarecimento – Operação Home Cash
A Prefeitura de Itapema esclarece que a Operação Home Cash, que teve mandado de busca e apreensão cumprido no município nesta terça-feira (20/10), não tem qualquer relação com a Administração Municipal ou com agentes públicos municipais.
Trata-se de uma ofensiva do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MPRS), deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), para apurar possíveis fraudes relacionadas a serviços de home care custeados pelo Executivo estadual gaúcho e pelo IPE Saúde.
O cumprimento de mandado em Itapema não implica envolvimento da Prefeitura ou de seus servidores nos fatos investigados.
A Administração Municipal reafirma seu compromisso com a transparência, a legalidade e o respeito ao trabalho dos órgãos de investigação.











