Em tom de manifesto, administração municipal cobra contrapartidas do Governo Federal após encerramento forçado do arrasto de praia; texto aponta falta de diálogo de Brasília com os pescadores locais
A Prefeitura de Itapema divulgou, nesta segunda-feira (8), uma nota oficial em que manifesta sua preocupação e posiciona-se em total solidariedade aos pescadores artesanais do município. O manifesto público ocorre em resposta direta à portaria do Governo Federal que determinou a suspensão imediata da pesca de arrasto de praia da tainha em toda a costa catarinense, após o atingimento do limite de cotas estabelecido para a safra de 2026.
No documento, o Governo Municipal adota uma postura crítica à forma como a interrupção foi conduzida por Brasília, destacando que a atividade foi interrompida de maneira abrupta justamente no período de maior produtividade dos ranchos de pesca locais. A nota pontua que a medida desconsidera a realidade socioeconômica das comunidades litorâneas, tratando a subsistência de centenas de famílias como mera estatística burocrática.
Cobrança por contrapartidas
A manifestação oficial esclarece que o município não ignora a importância das políticas de preservação ambiental e os mecanismos técnicos que regulam o volume de captura da fauna marinha. Contudo, a prefeitura exige que as sanções e restrições federais passem a vir acompanhadas de contrapartidas socioeconômicas concretas que sirvam de amparo financeiro aos trabalhadores afetados pela ociosidade forçada.
A administração municipal conclui o texto classificando a pesca artesanal da tainha como um patrimônio cultural, histórico e de identidade do povo itapemense. O Executivo reafirmou o compromisso de permanecer ao lado das colônias de pescadores da Costa Esmeralda e garantiu que continuará cobrando dos ministérios competentes ações e respostas institucionais proporcionais aos prejuízos causados na vida real das famílias que vivem do mar.











