Pesquisa inédita revela como as pessoas definem prosperidade, quais fatores influenciam essa percepção e o quanto elas se consideram prósperas
A prosperidade para os brasileiros não se resume à renda: embora fatores econômicos sejam decisivos, aspectos psicológicos, espirituais e sociais também moldam a percepção de uma vida próspera. É o que mostra um estudo inédito encomendado pelo Sicredi em parceria com o Datafolha, que buscou entender como os brasileiros definem prosperidade, o quanto se consideram prósperos e como vivenciam o tema no cotidiano.
O levantamento organizou o conceito em quatro dimensões: a econômica — ligada a estabilidade, oportunidades e qualificação; a psicológica — associada ao bem-estar e autonomia; a espiritual — que envolve propósito e crenças; e a social — relacionada a vínculos e vida comunitária. Entre elas, a econômica foi apontada como a base mais forte (39%), seguida pela psicológica (26%), espiritual (21%) e social (14%).
A pesquisa mostra ainda que a prosperidade é percebida como resultado de esforço: 47% dos entrevistados afirmam prosperar “com dificuldade”, especialmente diante da instabilidade econômica, desigualdade e insegurança financeira. Apesar disso, 41% se consideram muito prósperos, enquanto 40% avaliam viver em um patamar intermediário.
O estudo revela diferenças relevantes entre grupos demográficos. Mulheres se consideram mais prósperas que homens (47% contra 34%), e a percepção cresce com a idade: apenas 28% dos jovens de 16 a 24 anos se sentem plenamente prósperos, índice que chega a 49% entre pessoas com mais de 60 anos. O Nordeste lidera a sensação de prosperidade plena, com 49% avaliando-se nos níveis mais altos.
No campo financeiro, o levantamento indica que pessoas que se sentem mais prósperas utilizam mais produtos financeiros e têm relação mais estruturada com planejamento econômico. O modelo cooperativo aparece como destaque: 86% dos que se relacionam com cooperativas de crédito se consideram prósperos, chegando a 92% entre associados do Sicredi.
A pesquisa foi realizada em duas etapas — qualitativa e quantitativa — e ouviu 2.003 pessoas de 113 cidades, entre os dias 8 e 17 de setembro de 2025, com margem de erro de 2 pontos percentuais. Para o Sicredi, os resultados auxiliam no direcionamento de ações que promovam educação financeira, inclusão e fortalecimento comunitário, pilares do modelo cooperativo presente em todos os estados brasileiros.









